Internacional
Israel volta a ocupar Bel�m ap�s atentado que matou 11 pessoas
Belém ? Soldados e tanques de Israel voltaram a ocupar a cidade de Belém, ontem, um dia depois de um homem-bomba palestino matar 11 pessoas em um ônibus lotado, em Jerusalém. Os militares prenderam suspeitos e isolaram a igreja da Natividade, reverenciada como local de nascimento de Jesus, para evitar que militantes palestinos busquem refúgio no santuário, como fizeram em abril, durante outra ocupação. Foi imposto um toque de recolher. Em campanha para garantir a indicação de seu partido Likud à reeleição, o primeiro-ministro Ariel Sharon enviou tropas a Belém, poucos quilômetros ao sul de Jerusalém, respondendo à forte pressão para vingar o atentado de quinta-feira. Mas ele também não pode exagerar para não irritar seus principais aliados, os Estados Unidos, que temem os efeitos de mais instabilidade no Oriente Médio no momento em que preparam um possível ataque ao Iraque. O Exército também fez operações nas cidades de Tubas e Jenin (norte da Cisjordânia), onde morreram um menino palestino e uma cidadã britânica que trabalhava para uma agência da ONU (Organização das Nações Unidas), e em Al Qarara (sul da faixa de Gaza). Pouco antes do amanhecer, os soldados cercaram um campo de refugiados que fica junto a Belém, revistando todas as casas em busca de militantes. Segundo os moradores, 16 deles foram presos. A Rádio do Exército de Israel falou em 12 detidos, inclusive uma menina palestina acusada de preparar um atentado suicida. Em Ramallah, na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Iasser Arafat, acusou Israel de violar os acordos de paz porque o Exército israelense ocupou novamente a cidade de Belém e fez operações na Cisjordânia e na faixa de Gaza. ?Israel quer acabar com a possibilidade de paz tanto com os palestinos como com todos os países árabes?, disse Arafat. ?A ocupação de Belém, Jenin e Al Qarara demonstram que Israel não respeita os acordos que firmou com os palestinos?, disse por sua vez Nabil Abu Rudeina, conselheiro de Arafat.