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Nº 5751
Internacional

Criador de Dolly deseja clonar embri�o humano

O professor Ian Wilmut, criador da ovelha clonada Dolly, pediu à Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana (HFEA, na sigla em inglês), do Reino Unido, autorização para clonar embriões humanos com fins terapêuticos. O cientista, que trabalha no Inst

Por | Edição do dia 26/11/2002 - Matéria atualizada em 26/11/2002 às 00h00

O professor Ian Wilmut, criador da ovelha clonada Dolly, pediu à Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana (HFEA, na sigla em inglês), do Reino Unido, autorização para clonar embriões humanos com fins terapêuticos. O cientista, que trabalha no Instituto Roslin de Edimburgo (Escócia), quer realizar experiências com embriões humanos com o objetivo de pesquisar tratamentos para doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer. Wilmut necessita da autorização para aplicar uma técnica chamada partenogênese, que implica a fertilização de um óvulo humano sem o esperma. No entanto, o instituto não poderá implantar em um útero um embrião gerado pela técnica, o que poderia resultar no nascimento de uma criatura clonada -proibido pela Lei de Embriologia Humana do Reino Unido, de 1990. Segundo o professor, o objetivo do seu laboratório é cultivar esses embriões partenogênicos em laboratório para que se possa extrair células-tronco. O valor dessas células, que se desenvolvem nos primeiros dias de vida do embrião, está em sua capacidade de se converter em qualquer tecido humano. A Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana só decide no próximo ano se concede a autorização a Wilmut. Discussão O uso de embriões na pesquisa de células-tronco tem levantado discussões éticas em todo o mundo, sejam eles criadospor partenogênese ou aproveitados de clínicas de fertilização artificial. Como o embrião é destruído na retirada das células, cientistas têm debatido entre si e com a comunidade internacional se um embrião de poucos dias é considerado um indivíduo e, como tal, tem direito à vida.

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