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Bagd� recebe inspetores da ONU com ceticismo

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Os moradores de Bagdá se disseram aliviados ontem com a chegada dos inspetores da ONU, mas ainda temem que o menor incidente possa desencadear uma nova guerra. ?Estamos otimistas, mas as intenções agressivas dos Estados Unidos nos deixam, ao mesmo tempo, pessimistas?, relatou um estudante, Faruk Al Malki. ?O Iraque quer a paz. Nem armas nem guerras?, acrescentou Faruk que, assim como tantos outros, deseja uma solução pacífica, o que contrasta com a história de um país que lutou contra o Irã durante oito anos, invadiu o Kuwait em 1990, e investiu milhões de dólares em armas sofisticadas. Dezessete inspetores chegaram nesta segunda-feira a Bagdá, para determinar se ainda resta algo do arsenal de armas de destruição em massa almejado por Bagdá, segundo os Estados Unidos. O Iraque assegura que não possui armas nucleares, químicas ou biológicas e prometeu cooperar com a ONU. Os Estados Unidos duvidam da franqueza do Iraque e ameaçam recorrer à força para desarmar Bagdá se a cooperação com os inspetores não for ?total?. ?Já tivemos muitas guerras e problemas. Oito anos de lutas com o Irã, os bombardeios americanos e britânicos em 1998 e um embargo em 1990?, recordou outro estudante, Ali Fahran. ?Não podemos suportar outra guerra. A situação nunca foi tão ruim. O desemprego está alto e as crianças morrem por falta de alimentos e remédios?, lamentou Ali. Plano Os dirigentes norte-americanos preparam um plano em três etapas para a época posterior a Saddam Hussein no Iraque, que inclui uma administração militar dos Estados Unidos nesse país durante seis meses a um ano, segundo a revista ?US News and World Report?. Segundo a publicação, um acordo sobre os detalhes do plano, que será aplicado após uma presumível e exitosa ofensiva norte-americana contra Bagdá, começou a ser delineada nas últimas semanas num comitê que reúne os principais assessores dos ministérios e agências envolvidas (defesa, relações exteriores, agência de inteligência e Casa Branca, entre outros). O presidente George W. Bush está a par do desenvolvimento deste plano, acrescentou a revista, que cita altos dirigentes do governo republicano que preferiram não ter o nome divulgado.

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