Internacional
Tiroteio deixa 3 mortos e agrava crise na Venezuela
Um tiroteio na noite de sexta-feira deixou três mortos, incluindo uma menina de sete anos, e cerca de 18 feridos durante o quinto dia de protestos contra o presidente Hugo Chávez, que classificou de ?conspiração petroleira?. Segundo ele, o golpe de ontem é similar à tentativa fracassada de abril passado, que o manteve 47 dias afastado do poder. O diretor da Polícia Científica venezuelana, Marcos Chavez, revelou que sete suspeitos foram detidos após o tiroteio na praça França de Altamira, bastião da oposição no leste de Caracas, e que um deles teria assumido a autoria dos disparos. Chávez, por sua vez, pediu calma à população, declarou-se disposto a dialogar com a oposição, manifestou seu pesar pelas mortes e disse que a greve iniciada na segunda-feira passada oculta uma ?conspiração petroleira?, que tem ?o mesmo formato? que o golpe de Estado de abril. ?Fazemos um apelo à paz (...) à ponderação, tanto aos que me atacam, quanto aos que me apoiam e aos independentes; façamos um exercício de boa reflexão?, disse Chávez Chávez declarou à rede de TV norte-americana CNN que seu governo está tomando todas as medidas possíveis para assegurar que a Venezuela, oitavo produtor mundial de petróleo, possa cumprir com seus prazos junto aos clientes, entre eles os Estados Unidos. Depois do tiroteio, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), César Gaviria, convocou uma reunião entre o governo e a oposição. Ambas as partes confirmaram sua participação, mas uma hora e meia depois do horário fixado para o início das negociações, os delegados do governo não haviam se apresentado. Crise A crise política assumiu maiores proporções na noite desta sexta-feira quando desconhecidos abriram fogo contra opositores que se manifestavam na Praça Altamira, onde, se encontra um grupo de militares rebelados exigindo a renúncia de Chávez. O general Enrique Medina, líder dos militares rebeldes, acusou diretamente a administração Chávez como responsável pela matança e convocou os militares em seus quartéis a se pronunciar sobre ?um governo assassino?.