Internacional
Governo argentino enfrenta hoje greve geral
Brasília ? O governo argentino enfrenta hoje uma greve geral que deve afetar transporte público, saúde, hospitais, escolas, bancos e vários setores da economia. A paralisação foi convocada pela ala da Central Geral de Trabalhadores (CGT), comandada pelo líder do poderoso sindicato dos caminhoneiros, Hugo Moyano (que até 2011 era aliado do governo); pela CGT Azul e Branca e pela Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) opositora, liderada por Pabli Micheli. Agrupações de esquerda também ameaçam realizar mais de quarenta bloqueios nas principais vias de acesso a Buenos Aires. O chefe de gabinete da Presidência argentina, Jorge Capitanich, criticou ontem a decisão de paralisar todo tipo de transporte. ?É impossível medir o apoio a uma greve quando os trabalhadores que querem trabalhar não podem porque não têm como chegar ao seus locais de trabalho: porque não tem ônibus, trens ou metrô?, disse Capitanich, em entrevista coletiva. Na greve geral de 2012 ? a primeira desde que os Kirchner chegaram ao poder, em 2003 ? as companhias aéreas argentinas cancelaram voos ao Brasil e do Brasil à Argentina. Foi o maior protesto em dez anos e marcou o rompimento de parte do movimento sindical argentino com o governo. Tradicionalmente, os sindicatos apoiaram os governos peronistas (do Partido Justicialista, fundado na década de 1950 pelo ex-presidente Juan Peron).