Internacional
Bush volta a acusar e amea�ar Saddam
Washington ? O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que não quer prejulgar a declaração do Iraque sobre seu programa de armas de destruição em massa, mas acrescentou que seu ?instinto? lhe diz que o líder iraquiano Saddam Hussein ?é um homem que nega e engana?, segundo uma entrevista concedida à rede de televisão ABC. ?Não quero prejulgar a declaração. Mas meu instinto indica que Saddam Hussein é um homem que engana e nega. É um homem que obtém seu poder pela tortura e o terror?, declarou Bush na entrevista. Sobre as atuais inspeções da ONU (Organização das Nações Unidas) no Iraque, Bush disse que ?os inspetores estão ali para verificar se Saddam Hussein está se desarmando realmente?. ?Vamos examinar a declaração que entregaram e analisá-la completamente. Faremos os comentários quando for apropriado dizer o que encontramos nele?, afirmou o presidente. ?Se Saddam Hussein não se desarmar, será desarmado em nome da paz?, prosseguiu. No sábado passado, um dia antes da data-limite estipulada pela resolução 1.441 dos EUA, o Iraque entregou um relatório detalhado com as informações sobre as armas que afirmam possuir, incluindo armas químicas, nucleares e biológicas. O país afirma não possuir armas proibidas. O relatório iraquiano tem 11.807 páginas, 352 delas de anexos e 529 megabytes de dados de computador. Os EUA afirmam ter ?provas substanciais?, incluindo dados não divulgados, de que o Iraque manteve e até acelerou seus programas de armas de destruição em massa, em desacordo com determinações das ONU. No dia 27 de novembro, os inspetores de armas da ONU voltaram ao Iraque e retomaram os trabalhos de inspeção de armas de destruição em massa no país. Os Estados Unidos e o Reino Unido acusam o Iraque de ter um arsenal de armas químicas e biológicas que vai contra as determinações da ONU (Organização das Nações Unidas), e de estar construindo instalações para fabricar mais armamentos. Ademais, Saddam é acusado pelos dois países de ter fortes relações com grupos terroristas que são capazes de utilizar ?armas de destruição em massa?. Bagdá nega as acusações. O desarmamento dos arsenais de destruição em massa e mísseis iraquianos foi determinado pela ONU após a Guerra do Golfo (1991) como uma punição ao Iraque, que invadiu o Kuait em 1990. Entre 1991 e 1998, a Comissão Especial da ONU para o Desarmamento do Iraque visitou dezenas de locais e destruiu grande quantidade de armas.