Internacional
ONU reduz comida para refugiados
São Paulo ? A Organização das Nações unidas (ONU) anunciou ontem a redução das rações alimentares fornecidas na África, chegando a menos 60% no Chade, para cerca de 800 mil refugiados devido à falta de fundos. Perante esta situação, que só agrava os níveis de desnutrição em algumas comunidades, particularmente entre as crianças, os diretores do Programa Alimentar Mundial (PAM), Ertharin Cousin, e do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, lançaram em Genebra um pedido de fundos durante uma reunião fechada com representantes de governos. Os países mais afetados pelos cortes no fornecimento de alimentos são o Chade, Sudão do Sul e a República Centro-Africana, onde os cortes chegam a ser de mais de 50%, afetando cerca de 450.000 refugiados. A distribuição de rações foi reduzida também em Burkina Faso (43%), na Libéria (38%), em Moçambique (23%), em Gana (20%), na Mauritânia (5%) e em Uganda (5%). US$ 186 MILHÕES O PAM solicitou US$ 186 milhões para restabelecer suas rações completas e evitar qualquer nova redução das rações até o final do ano. Por sua vez, o ACNUR informou necessitar de US$ 39 milhões para ajudar os refugiados mais vulneráveis e os mais desnutridas na África. ?Muitos refugiados na África dependem do PAM para continuarem vivos e agora estão sofrendo por causa da falta de financiamento?, declarou Cousin, citado em um comunicado.