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Latino-americanos emigram para fugir da viol�ncia

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Montevidéu ? Sem alternativas, latino-americanos, dos mais pobres à classe média, decidiram emigrar em 2002 para a Europa e os Estados Unidos para fugir da violência crescente e da crise econômica, política e social da região. ?A cada hora, 58 habitantes da América Latina e do Caribe - quase um por minuto - deixam seus países de origem sem intenção de regressar?, segundo o último relatório da Divisão de População, do departamento de Assuntos Sociais e Econômicos da ONU. De acordo com o estudo, nos ?últimos cinco anos a América Latina tornou-se a região do mundo com o maior crescimento nas taxas de migração: a cada ano, uma em cada mil pessoas da região emigra?. Mas, diferentemente de anos anteriores, agora ?novos destinos estão surgindo?, afirmou Jorge Martínez, da Unidade de População e Migrações da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). ?Hoje, os destinos preferidos são Canadá, Japão, Austrália e, sobretudo, países da Europa, com destaque para a Espanha. Há 20 anos, a Espanha tinha 50 mil latino-americanos e hoje possui 300 mil?, disse Martínez. Dificuldades Esta diversificação é produto das ?dificuldades das economias e democracias dos países da região - onde a pobreza atinge cerca de 44% da população- e da percepção de que a emigração pode ser uma alternativa para quem não encontra oportunidades nos países de origem?, acrescentou. ?Colômbia, Equador e Argentina? são os casos mais preocupantes, disse Lelio Mármora, diretor regional da Organização Internacional de Migrações. Ainda que a Colômbia seja um país de longa história migratória, esta foi exacerbada pela ?crise econômica e sobretudo pela insegurança?, diz Mármora. A emigração não acontecia em países como a Argentina, hoje um país em que a maioria dos emigrantes é da classe média?, avaliou o especialista. No Equador, em recessão desde 1998 e com 79% da população na pobreza, Mármora destacou o ressurgimento, depois de 80 anos, da ?emigração transatlântica? de origem rural e camponesa.

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