Internacional
Ex�rcito venezuelano pode intervir na crise
Caracas - O Exército da Venezuela poderá intervir na crise que ameaça a economia do país, se a violência ?se generalizar?, afirmou ontem o general Raúl Baduel, comandante da 4ª Divisão blindada de Maracay - a mais importante do país. Ao mesmo tempo, ele descartou a possibilidade de um golpe de Estado. ?Preocupa-nos sobremaneira que se desencadeie um processo de violência. Oxalá não cheguemos a esses extremos?, comentou o general, que se tornou célebre quando liderou, em abril, o contra-ataque que salvou o presidente Hugo Chávez de um golpe de Estado que durou dois dias. O comandante explicou que sempre pedem a ele um golpe de Estado, mas que, depois de de abril, as fileiras militares tornaram-se mais apegadas às leis. O general criticou a greve na estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) e defendeu as ações do Estado para recuperar o controle dos petroleiros. ?Temos a função de manter a ordem interna e planos de contingência para garantir o serviço público. Nenhum grupo pode impedir o direito de circulação pelo território nacional?, afirmou Baduel. Parcialidade política A greve também vem causando sérias preocupações em relação ao fornecimento de petróleo do país, quinto exportador mundial e um dos três principais provedores dos Estados Unidos, num momento em que o governo admitiu que a indústria trabalha com um terço da capacidade. ?O que me preocupa é que existem setores acreditando que, ao concentrarem um grande número de pessoas numa manifestação, possuem um instrumento válido para tirar o presidente do poder?, acrescentou. ?Ainda mais agora, quando a PDVSA está sendo usada a favor de uma parcialidade política?, destacou.