Internacional
Ilha devastada por ciclone tem poucos sinais de vida
São Paulo - O ciclone que devastou o arquipélago das Ilhas Salomão, no Pacífico, deixou um rastro de destruição e poucos sinais de vida na ilha de Tikopia, afirmou um jornalista neozelandês que sobrevoou ontem a região. Tikopia, cuja população está estimada em 2.000 pessoas, ficou completamente isolada do mundo depois da passagem do ciclone Zoe, no sábado passado, com ventos de cerca de 300 km por hora. O câmera Jeff Mackley, , que trabalha para a rede de TV neozelandesa TV3, afirmou que não faria previsões sobre o número de vítimas, mas que se não fosse alto, seria um milagre. ?Só um punhado de pessoas, talvez umas 20, se aproximaram das praias para ver-nos sobrevoar a região?, afirmou. A devastação O jornalista afirmou que a região ?é um cenário de devastação total?. Segundo ele, os ventos sopraram a uma velocidade entre 300 km/h e 350 km/h. Outras informações mostraram que a velocidade do vento foi de 268 km/h com rajadas de 324 km/h, que provocaram ondas de até 11 metros de altura. ?É a maior destruição que já vi. A ilha tem um panorama completamente desolador?, disse Mackley. Acostumado a esse tipo de catástrofe natural na região, Mackley sobrevoou a ilha sem poder aterrissar, já que Tikopia não tem nenhuma pista de pouso. ?Cada árvore da ilha foi arrancada ou desgarrada, a ilha foi desnudada de sua vegetação, quase todos os edifícios foram danificados e só alguns permanecem intactos [...]. As ondas entraram nos povoados e os inundaram?, disse Mackley. No final de semana passado, o ciclone atingiu com ventos de até 300 km/h as ilhas vulcânicas de Tikopia, Fataka e Anuta, a cerca de mil quilômetros ao sudeste de Honiara, capital das Ilhas Salomão.