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EUA aumentam press�o sobre Iraque

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Washington - O Exército norte-americano ordenou que mais de 11 mil soldados treinados em operações no deserto comecem a se dirigir para o Golfo e jatos das forças ocidentais atingiram ontem um radar de defesa iraquiano, num momento em que cresce a pressão sobre o Iraque. O envio de tropas, que inclui tanques e helicópteros de combate, será o primeiro de uma divisão de combate completa das forças norte-americanas para a região desde a Guerra do Golfo, em 1991. Boa parte do equipamento da divisão já está na área. O secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, já colocou milhares de soldados em estado de alerta. Deslocados para a região, esses reforços poderiam rapidamente dobrar os efetivos de quase 60 mil homens, incluindo soldados da Marinha e da Força Aérea, já estacionados no Golfo. O Comando Central norte-americano na Flórida informou que aeronaves que integram as forças de patrulha norte-americanas e britânicas atingiram um radar de defesa iraquiano depois que o equipamento foi transferido para uma zona de exclusão aérea no sul do Iraque. O equipamento estava em Qurnah, 210 km a sudeste de Bagdá, segundo o comando norte-americano. ?A presença do radar na zona de exclusão aérea era uma ameaça às aeronaves da coalizão?, afirmou um porta-voz do comando EUA-Reino Unido. O Iraque ainda não havia se manifestado sobre o fato. Alertas sucessivos O presidente norte-americano, George W. Bush, ainda não decidiu se invadirá o Iraque - país acusado pelos EUA de desenvolver armas nucleares, químicas e biológicas- mas tem feito alertas sucessivos de que o conflito pode se tornar necessário. Em novembro, uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deu a Bagdá uma última chance de revelar todos os detalhes sobre seus programas armamentistas, como requerido por resoluções que datam da Guerra do Golfo de 1991, sob pena de sofrer ?sérias consequências?. A próxima data crucial é 27 deste mês, quando os inspetores da ONU irão entregar seus relatórios ao Conselho de Segurança, informando se encontraram algum sinal de armas de destruição em massa. O Iraque nega que tenha esse tipo de armamento. Em um editorial, publicado ontem no jornal iraquiano ?Babel?, de propriedade de Uday, filho de Saddam, os árabes foram conclamados a aprender com a resistência norte-coreana, que entrou em confronto com os EUA alegando que retomará seu programa nuclear.

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