Internacional
Pol�cia abre fogo e crise piora na Venezuela
Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que poderá adotar estado de exceção, caso a oposição o obrigar. Segundo o presidente, essas medidas estão estabelecidas na própria Constituição. A declaração de Chávez acontece no momento em que violentos choques entre policiais, opositores e partidários de Chávez deixaram pelo menos 35 feridos em Caracas. Ontem, a crise que o país atravessa desde o início da greve geral, que está no seu 33º dia, se agravou ainda mais. A polícia venezuelana abriu fogo contra manifestantes em Caracas, depois que um oficial da corporação foi baleado no joelho, enquanto opositores e simpatizantes do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se enfrentam em tiroteios. Segundo a rede norte-americana CNN, três pessoas foram feridas a tiros. Ainda de acordo com a CNN, o saldo total dos confrontos é de pelo menos 35 feridos. Soldados da Venezuela também lançaram gás lacrimogêneo para separar adversários e simpatizantes do presidente Hugo Chávez durante confrontos em Caracas. Três situações ?Pela lei, sou obrigado a proteger o povo, a proteger a ordem pública, a segurança, a soberania e a defesa do país?, disse Chávez durante uma entrevista à imprensa. A Constituição venezuelana estabelece a possibilidade de o presidente decretar estado de exceção em três situações: alarme em casos de catástrofes públicas, emergência econômica e comoção interna ou externa. Manifestantes pró-Chávez queimaram pneus e lixo em barricadas perto da base militar de Fuerte Tiuna, onde manifestantes da oposição exigiam a libertação de um general detido nesta semana. Colunas de fumaça e gás subiam entre os prédios de apartamento na parte sul do centro de Caracas. A greve da oposição, iniciada em 2 de dezembro, está impedindo as exportações de petróleo no quinto maior exportador do produto no mundo.