Internacional
Confrontos na Venezuela:�dois mortos e 80 feridos
Os confrontos entre policiais, opositores e partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, provocaram na sexta-feira a morte de duas pessoas e deixaram cerca de 80 pessoas feridas, revelou o responsável pelos serviços médicos da capital Pedro Aristimuno, nesse sábado. As duas vítimas foram atingidas por tiros durante as manifestações que sacudiram a capital venezuelana. A crise que o país atravessa desde o início da greve geral, iniciada em 2 de dezembro, se agravou depois que um oficial da polícia venezuelana foi baleado no joelho, enquanto opositores e simpatizantes de Chávez se enfrentavam. Em entrevista à imprensa, Hugo Chávez disse que poderá adotar estado de exceção, se for ?obrigado? pelos opositores. Segundo o presidente, essas medidas estão estabelecidas na própria Constituição. ?Pela lei, sou obrigado a proteger o povo, a proteger a ordem pública, a segurança, a soberania e a defesa do país?, disse Chávez. A Constituição venezuelana estabelece a possibilidade de o presidente decretar estado de exceção em três situações: alarme em casos de catástrofes públicas, emergência econômica e comoção interna ou externa. Barricadas Manifestantes pró-Chávez queimaram pneus e lixo em barricadas perto da base militar de Fuerte Tiuna, onde manifestantes da oposição exigiam a libertação do general rebelde Carlos Alfonso Martínez, preso no dia 30 de dezembro Colunas de fumaça e gás subiam entre os prédios de apartamento na parte sul do centro de Caracas. A greve da oposição está impedindo as exportações de petróleo no quinto maior exportador do produto no mundo. Os preços do petróleo atingiram altas de dois anos por causa da greve na Venezuela e de uma possível guerra dos Estados Unidos contra o Iraque. A oposição afirma que manterá a greve até que Chávez renuncie. ?A greve continuará até que tenhamos uma solução eleitoral?, disse Rafael Alfonzo, empresário e um dos líderes da oposição.