Internacional
Mundo lembra terror em Auschwitz
São Paulo ? Com novos sinais de antissemitismo na Europa como pano de fundo, sobreviventes do Holocausto e chefes de Estado se reuniram, ontem, em Auschwitz, na Polônia, para proclamar um novo ?Nunca mais!?, 70 anos depois da libertação do maior e mais conhecido campo de extermínio nazista. As primeiras cerimônias começaram pela manhã, no imenso campo coberto com uma espessa camada de neve. Ex-prisioneiros depositaram flores e velas diante do chamado muro da morte, onde houve muitas execuções antes que os nazistas instalassem as câmaras de gás. Na véspera, os sobreviventes, em sua maioria nonagenários, que conseguiram evitar a morte quando cerca de 1,1 milhão de pessoas --entre elas 1 milhão de judeus-- foram exterminadas, pediram que o mundo faça todo o possível para evitar que o horror do Holocausto se reproduza. Alguns dos sobreviventes que se dirigem a Auschwitz enxergam um vínculo entre os atentados da França e os conflitos no Oriente Médio. ?O que ocorreu na França está vinculado ao que acontece no Oriente Médio, e gostaria muito que este último problema fosse resolvido, porque penso que isso influencia o antissemitismo na Europa?, declarou à AFP Celina Biniaz, uma octogenária proveniente da Califórnia (Estados Unidos).