Internacional
Terremoto mata 25 e deixa 500 feridos no M�xico
Colima ? Um terremoto de, no mínimo, 7,6 graus na escala Richter sacudiu terça-feira à noite as regiões central e oeste do México, deixando ao menos 25 mortos e 500 feridos no país e levando moradores em pânico a tomar as ruas, informou o jornal mexicano ?Reforma?. Anteriormente, havia informações que o pequeno Estado de Colima (no litoral, a 700 km ao oeste da Cidade do México) era o mais afetado, com 21 mortos e 120 feridos. No Estado vizinho de Jalisco, uma mulher e um bebê também morreram, segundo serviços de emergência. Outra morte foi registrada no Distrito Federal. Um homem morreu 12 minutos depois de ter dado entrada em um hospital da região. A vítima não resistiu às queimaduras de terceiro grau em seu corpo, ocasionadas por uma descarga elétrica ? ele consertava um transformador elétrico na hora em que o terremoto atingiu o país. O terremoto foi de 7,6 graus na escala de Richter, segundo o Serviço Sismológico Nacional do México, enquanto o Observatório de Ciências da Terra, de Estrasburgo (França), mediu 7,8 graus. O tremor foi o mais forte registrado nos últimos anos no México, afirmaram especialistas. O forte abalo, que durou aproximadamente 50 segundos, derrubou um número indeterminado de edifícios em Colima, que ficou sem luz e telefone, de acordo com as primeiras informações. A agência estatal de notícias Notimex, que citou a Defesa Civil de Colima, declarou que ainda há pessoas presas ou soterradas em edifícios e graves danos na infra-estrutura do Estado. Os três municípios mais afetados na região foram a capital do Estado, Colima, Coquimatlán e Villa de Alvárez, revelou o secretário do governo federal, Santiago Creel, entrevistado ao vivo pela emissora Televisa. ?Há muitas casas que caíram e muitos prédios que foram destruídos?, disse a voluntária da Cruz Vermelha Marta Requena, de Colima, próxima ao epicentro. Na Cidade do México, com 20 milhões de habitantes, não houve danos graves, com exceção de cortes de energia em diversos bairros e rachaduras em alguns edifícios. As cenas de nervosismo foram, contudo, muito grandes em uma cidade que não esquece seu último e devastador terremoto, em 1985, de 8,1 graus de magnitude e que causou milhares de vítimas. As forças da Defesa Civil começaram a trabalhar imediatamente nas áreas afetadas, sob ordens do presidente Vicente Fox. Segundo um comunicado da Presidência, a secretaria da Marinha formou duas brigadas com pessoal naval para fazer inspeções e avaliações em coordenação com outras autoridades no porto de Manzanillo, em Colima.