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Brasil e Alemanha querem evitar guerra no Iraque

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Berlim ? Brasil e Alemanha reafirmaram ontem que solução para a crise entre Estados Unidos e Iraque seja encaminhada pela Organização das Nações Unidas (ONU). ?É importante que as instituições multilaterais sejam referência para nossa tomada de posição?, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ?Reconheço o sofrimento do povo dos Estados Unidos depois do ataque de 11 de setembro, mas acho extremamente prudente que a ONU, como representante maior dos países democráticos do mundo, dê a orientação do que vai acontecer.? O chanceler alemão, Gerhard Schröder, disse que, durante sua reunião com Lula, eles concordaram que os inspetores devem ter o tempo necessário para fazer seu trabalho e que o Conselho de Segurança deveria conceder esse prazo. Além disso, os dois chefes de governo concordaram que ?ninguém tem o direito de tomar ações que não tenham sido legitimadas pelo Conselho de Segurança.? Segundo Schröder, ele e Lula também compartilham a visão de que o Iraque deve cooperar com os trabalhos de inspeção e com o desarmamento, previstos na resolução 1441 do Conselho de Segurança da ONU. O presidente Lula foi recebido com honras militares em Berlim pelo presidente Johannes Rau. Lula cumpre visita de caráter político à capital alemã. Lula e Schröder conversaram ainda sobre a situação da Argentina e da Venezuela, as perspectivas de negociações entre a União Européia (UE) e o Mercosul, a implementação dos planos do novo governo brasileiro e o fortalecimento das relações entre Brasil e Alemanha. Fundo da pobreza A Confederação Internacional dos Sindicatos Livres (ICFTU, na sigla em inglês) encaminhará ao G-7, o grupo dos sete principais países industrializados, a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se criar um fundo internacional de combate à fome e à pobreza. A confederação pode fazê-lo em um caráter quase oficial, já que está representada no G-7 e no G-8 (G-7 mais a Rússia), em caráter consultivo. A informação foi dada ontem em Davos, no Fórum Econômico Mundial, pelo secretário-geral da ICFTU, Guy Ryder. ?Nós vamos pressionar os governos do G-7 e do G-8?, ele disse. ?Estamos por trás deste fundo, apoiando, e achamos que ele é uma idéia original e valiosa, porque tudo o que nós vemos do novo presidente no Brasil, tanto no seu país como o que ele está falando internacionalmente, é concebido para fazer uma diferença para as pessoas que estão na pobreza e na fome, e isto é exatamente a nossa visão?, disse Ryder. Ontem, representantes do movimento sindical global deram apoio à propostas do fundo global de Lula, feita durante o seu pronunciamento no Fórum Econômico, ontem (26). Num comunicado comum, a AFL-CIO e a ICFTU declararam que ?os sindicatos globais estão se comprometendo hoje a apoiar uma ?nova agenda de desenvolvimento global compartilhado? apresentada no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, por Lula, o novo presidente do Brasil?.

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