Internacional
Em Paris, presidente prega paz
Paris ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, Jacques Chirac, reiteraram ontem, em Paris, que suas posições quanto a uma possível intervenção militar no Iraque são idênticas e se baseiam na rejeição à guerra como única solução possível. ?Nossas posições não são apenas próximas. Eu diria que são idênticas?, afirmou Chirac, depois de oferecer um almoço ao colega brasileiro. Lula enfatizou que, se as pessoas querem que a democracia mundial prevaleça e as instituições sejam respeitadas, ?nada pode ser feito sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas)?. E prosseguiu: ?Uma pessoa pode cometer uma loucura, mas um Estado não pode em caso algum se permitir isso?, afirmou. Lula lembrou que os especialistas da ONU que fazem inspeções no Iraque não estão seguros de que Bagdá possui armamento proibido. Por isso, precisam de mais tempo para continuar seu trabalho. ?Minha campanha eleitoral se baseou no lema ?Lulinha paz e amor?, por isso não vou agora defender uma guerra. Continuo acreditando que a violência sempre é a pior das soluções?, declarou. Depois de almoçar com o presidente Chirac, Lula falou sobre o protecionismo e criticou as medidas já tomadas pelo Congresso americano em relação a esse assunto, afirmando que esse tipo de atitude dificulta as negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Ao falar da discussão da queda de barreiras junto à União Européia, Lula disse que o Brasil e outros países em desenvolvimento têm essa mesma briga em relação à Alca. ?Não é possível aceitar as medidas já aprovadas pelo Congresso americano. Não aceitaremos essa política de dois pesos e duas medidas. É preciso que eles entendam que os países em desenvolvimento têm que ter oportunidade de crescer?, continuou. Ele falou que há uma vontade política de os países europeus de avançar nessa discussão do protecionismo.