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CPI marca depoimento de Bumlai para o dia 1�
Brasília, DF ? O depoimento do pecuarista José Carlos Bumlai na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi adiado para terça-feira (1º) da próxima semana, em função da prisão do pecuarista ontem, decorrente de mais uma fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal. O presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), disse que conversou com o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), responsável pela Lava Jato, e acertaram a realização do depoimento de Bumlai na Câmara dos Deputados na próxima semana. Marcos Rotta leu na sessão da comissão ofício em que o juiz Moro pediu desculpas pelo fato de Bumlai ter sido preso pouco antes do depoimento à CPI. Moro, diz no ofício, que autorizou a prisão cautelar e que a data para a sua efetivação pela Polícia Federal não estava sob suas ordens. Os trabalhos da CPI deveriam terminar no próximo dia 4 de dezembro, mas, com a prisão de Bumlai, começaram as articulações para a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 45 dias. A prisão do pecuarista se insere em um esquema de corrupção e fraude para pagar dívidas da campanha da reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem o pecuarista é amigo, conforme os depoimentos de delatores e provas que embasaram a decretação da prisão pelo juiz Sérgio Moro. ?José Carlos Bumlai se insere totalmente neste quadro [corrupção, fraude e lavagem sistêmica], pois as provas indicam que disponibilizou seu nome e suas empresas para viabilizar, de maneira fraudulenta, a partido político, com todos os danos decorrentes à democracia?, escreveu Moro no decreto de prisão.