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Cor�ia do Norte amea�a EUA com “guerra total”

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Seul ? A Coréia do Norte alertou, ontem, que qualquer ataque dos Estados Unidos contra suas usinas nucleares provocaria um ?poderoso contra-ataque?, o que significaria ?guerra total?. ?Quando os Estados Unidos fizeram um ataque surpresa às nossas instalações nucleares, isso provocará uma guerra total?, afirmou o jornal do partido governante. ?É tolo para os EUA pensarem que a Coréia do Norte ficará parada, ?de braços cruzados, esperando até que eles dêem ordens para o início de um ataque preventivo?, disse um artigo publicado em inglês pela agência de notícias estatal Korean Central News Agency. Segundo a publicação, a Coréia do Norte responderá a um ataque preventivo dos EUA com um poderoso contra-ataque e a uma guerra total com uma guerra total. Um porta-voz do governo norte-coreano declarou ao jornal britânico Guardian que seu país poderia agir contra forças dos EUA preventivamente, em vez de esperar por um ataque norte-americano após uma guerra contra o Iraque. ?Os Estados Unidos dizem que depois do Iraque somos os próximos?, disse Ri Pyong-gap, chanceler coreano. Ri teria dito que o atual impasse era mais perigoso do que o ocorrido há uma década, quando os EUA e a Coréia do Norte quase chegaram a uma guerra. ?A atual situação pode ser classificada de mais grave do que em 1993?, teria indicado Ri. Em resposta às ameaças do governo norte-coreano de que poderia fazer um ataque preventivo contra as forças dos EUA, o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, afirmou que os EUA estão prontos para lidar com ?qualquer contingência? envolvendo a Coréia do Norte. +++ Bush cobra ação da ONU e avisa que para o Iraque o ?jogo acabou? Washington ? O presidente norte-americano George W. Bush anunciou, ontem, que deve esperar a elaboração de uma segunda decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) antes de tomar uma decisão definitiva sobre o Iraque. Segundo ele, a ONU não pode ignorar a posição desafiadora de Bagdá. Em pronunciamento com transmissão ao vivo para todo país, Bush pediu à comunidade internacional que puna Saddam Hussein por não cumprir seu compromisso de desarmamento, e avisou que, para o Iraque, ?o jogo acabou?. ?A ameaça que o presidente iraquiano Saddam Hussein impõe alcança o mundo inteiro?, afirmou Bush, acrescentando que o ditador do Iraque está fazendo sua escolha, e agora o Conselho de Segurança precisa fazer a sua e mostrar que suas palavras têm algum significado. No seu discurso, o presidente reiterou as denúncias contra o Iraque feitas, na última terça-feira, pelo secretário de Estado norte-americano Colin Powell diante do Conselho de Segurança (CS) da ONU. Nos últimos dias, a Casa Branca abandonou paulatinamente a ênfase na possibilidade de uma ação unilateral se não obtivesse o apoio do CS e se mostrou mais propensa a aceitar a possibilidade de votação de uma nova resolução. Oposição A mudança é motivada pela oposição da França, China e Rússia (países com direito a veto no CS) a um ataque sem o endosso desse conselho e à pressão do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair. Pesquisas mostram que a grande maioria dos britânicos se opõe a uma guerra sem o aval da ONU e o próprio Blair admitiu que seria difícil convencer a população. ?Os outros membros do CS irão apoiar uma ação militar, se for provado que o Iraque está violando as resoluções da ONU?, afirmou Blair. O chefe dos inspetores de armas da ONU, o sueco Hans Blix, e o diretor da Agência Internacional de energia Atômica (AIEA), Mohamed el-Baradei, exigiram, ontem, uma mudança de atitude do Iraque. Blix frisou que o Iraque não tem cooperado em desarmamento e, se não modificar essa atitude, seu próximo relatório vai refletir isso.

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