Internacional
OMS pede prud�ncia sobre zika
São Paulo, SP e Teresina, PI ? A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu nessa terça-feira (9) prudência sobre a suposta relação entre o vírus zika e a morte de três pessoas na Colômbia com a síndrome de Guillain-Barré. ?Sim, vimos essas mortes pela síndrome de Guillain-Barré, foram registrados três casos. Mas queremos convidar à prudência sobre sua possível relação com o zika?, disse em Genebra o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier. Na semana passada a Colômbia anunciou a morte de três pacientes que tinham esse transtorno neurológico e que haviam entrado em contato com o zika, o vírus que afeta diversos países sul-americanos. ?Teríamos que ser prudentes, e não misturá-los?, disse Lindmeier em uma coletiva de imprensa. Na semana passada, a OMS declarou a epidemia de zika como uma urgência pública de alcance internacional. Depois do Brasil, a Colômbia é o país mais afetado do mundo por esse vírus transmitido por mosquitos, considerado o responsável pelo aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos. As autoridades colombianas decretaram o primeiro nível de alerta (verde) para que os hospitais estejam preparados para responder a uma expansão da enfermidade, e recomendaram que as mulheres posterguem entre seis e oito meses seus planos de gravidez. Após a ONU (Organização das Nações Unidas) defender a descriminalização do aborto em meio à epidemia de zika, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou nessa terça-feira (9), em Teresina, que o ministério seguirá o que determina a legislação brasileira. Castro lembrou que a interrupção da gravidez não é permitida por lei em casos de microcefalia ? malformação do cérebro do bebê relacionada ao vírus da zika. A legislação brasileira permite o aborto em três casos: gravidez resultante de estupro, quando há risco de morte para a mãe e de fetos com anencefalia.