Internacional
Atirador da Pulse teria agido por conta pr�pria
Nova York, EUA ? O presidente Barack Obama afirmou ontem que o ataque à boate LGBT Pulse, em Orlando, que deixou ao menos 50 mortos no domingo, é fruto do crescimento do ?extremismo doméstico?. Não há evidência de que o atirador Omar Mateen tenha agido sob comando de uma rede terrorista, apesar de o Estado Islâmico ter reivindicado a ação, disse Obama. ?Parece que o atirador se inspirou em várias informações extremistas disseminadas na internet?, afirmou. O FBI tem a mesma opinião. O ataque pode ser ato de um atirador solitário, e não parte de um plano terrorista maior, segundo Obama. O presidente voltou a criticar o acesso facilitado a armas nos Estados Unidos e lembrou de outros atentados caseiros desconectados com a fé muçulmana, como o extermínio de nove pessoas numa igreja numa comunidade negra de Charleston, Carolina do Sul, em 2015. Segundo a polícia, no começo do ataque, Mateen ligou ao 911 (serviço de emergência), jurou lealdade ao Estado Islâmico e louvou outro atentado terrorista, que ocorreu na maratona de Boston, três anos antes. Horas depois, uma rádio ligada à facção islâmica disse que ele era ?um de seus soldados?. Na madrugada do mongo, por volta das 2h, cerca de 200 pessoas dançavam música latina nas pistas da Pulse, uma das principais boates gays de Orlando. A uma hora de a casa fechar, a música foi interrompida pelas rajadas de fuzil AR-15 e de uma pistola. O que os frequentadores achavam ser efeitos de um rap ou um reggaeton era o início do maior ataque a tiros da história recente dos EUA. Pelo menos 50 pessoas morreram e outras 53 foram feridas.