Internacional
Brasil pode ter laborat�rio de clonagem em julho deste ano
Paris - A bioquímica francesa Brigitte Boisellier, presidente da Clonaid, disse que o Brasil pode ter um laboratório de clonagem humana já em julho de 2003. O laboratório atenderia ?casais inférteis, homossexuais, pessoas com o vírus HIV e famílias que perderam parentes? em toda a América Latina. Em entrevista à BBC Brasil, Boisselier afirmou ainda que está estudando oferecer um desconto para os brasileiros no preço cobrado pela empresa para clonar seres humanos, que está hoje em US$ 200 mil (R$ 721mil). ?Sabemos que o Brasil é um país sem muitos recursos. Como a demanda pelos nossos serviços tem sido muito grande, poderemos oferecer um preço mais baixo para os brasileiros?, disse a cientista, que faz parte do Movimento Raeliano, que acredita que a vida na terra foi criada por extra-terrestres por meio de técnicas de engenharia genética. A Clonaid já anunciou a clonagem de cinco bebês saudáveis, mas ainda, por não ter apresentado provas, não convenceu a comunidade científica do sucesso das experiências. Boisselier disse que a decisão sobre as provas será feita pelos pais dos bebês clonados. Clone brasileiro A presidente da Clonaid, que tem dois doutorados na área química, disse que o Brasil foi escolhido para ser a sede da associação por causa reação ?extremamente positiva? que a Clonaid vem recebendo dos brasileiros. ?Dezenas de brasileiros já nos procuraram interessados em produzir clones. Mas a reação a que me refiro é do público, que vem demonstrando um apoio que ainda não tinha visto em nenhum outro país?, disse Boisselier. Um casal de brasileiros faz parte do grupo de 20 casais que, segundo ela, podem ser os pais da segunda geração de clones. Durante os quase 20 dias que passará no Brasil, ela disse que vai se encontrar com cientistas, políticos e visitar cidades onde o laboratório poderá ser montado. ?Várias cidades ofereceram terrenos para construirmos nosso laboratório, mas prefiro não revelar os nomes dessas cidades para não constranger os candidatos não escolhidos. Talvez compremos um laboratório, o que apressaria a inauguração?, disse Boisselier, que aderiu ao Movimento Raeliano em 1992.