Internacional
Sobe para 200 o n�mero de mortos em ataque terrorista em Bagd�
O número de mortos no atentado praticado pelo grupo Estado Islâmico em um centro comercial de Bagdá aumentou para 200, informam as autoridades locais. Um carro-bomba explodiu no bairro de Karada, que estava lotado de jovens e famílias que celebravam o fim do Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos. O ataque ocorreu sábado (2) à noite (domingo, pelo horário brasileiro) e foi sucedido por outro atentado em Bagdá, também reivindicado pelo Estado Islâmico. O carro-bomba era um caminhão frigorífico que pegou fogo após a explosão. Os bombeiros demoraram para chegar ao local, o que resultou no grande número de vítimas. Entre os mortos, estão 25 crianças. Em um comunicado na internet, o Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado e disse se tratar de uma vingança contra os xiitas, considerados hereges pelo grupo sunita. Embora o bairro atacado fosse xiita, quase metade das vítimas do ataque em Karada era sunita, de acordo com a imprensa local. A polícia e funcionários de saúde disseram que o número de vítimas deve aumentar ainda mais, já que unidades de resgate procuram por pessoas desaparecidas. Ao menos outras 192 pessoas ficaram feridas, afirmaram funcionários em condição de anonimato. Dentre as vítimas, estavam 25 crianças, que celebravam o fim do ano letivo com suas famílias. Em comunicado nas redes sociais, o sunita Estado Islâmico assumiu a autoria da ação, dizendo se tratar de vingança contra os xiitas. Para a milícia terrorista, os seguidores do xiismo são hereges, motivo pelo qual devem ser perseguidos assim como fiéis de outras religiões. Embora o bairro fosse de maioria xiita, quase metade das vítimas eram sunitas como os extremistas. Ainda sob o efeito da primeira explosão, a cidade foi atingida por um novo ataque na manhã de domingo (3). Desta vez, uma bomba explodiu numa feira do bairro xiita de al-Shaab, matando seis pessoas e deixando 16 feridos. Horas após a explosão, o primeiro-ministro visitou o local do ataque em Karada, mas uma multidão furiosa cercou sua comitiva, gritando palavrões, atirando pedras e sapatos nos automóveis e chamando al-Abadi de ladrão.