loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Internacional

Internacional

Drama de refugiados continua

Ouvir
Compartilhar

São Paulo, SP ? Há um ano, a imagem de uma criança síria de três anos morta em uma praia na Turquia após tentar atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa gerou indignação e chamou atenção para o drama das crianças refugiadas. Desde a morte de Alan Kurdi, 423 menores de idade morreram tentando atravessar o Mediterrâneo, de acordo com a ONG Save the Children. No total, quatro mil pessoas morreram no último ano tentando chegar à Europa por essa via ? uma média de 11 pessoas por dia-, segundo dados da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). A Europa passa pela pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2015, mais de 96 mil crianças desacompanhadas pediram asilo na União Europeia, cerca de quatro vezes mais que em 2014, segundo o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo. Em janeiro, o serviço de inteligência da Europol (polícia europeia) afirmou que 10 mil crianças refugiadas desacompanhadas desapareceram após chegarem à Europa, e que podem ter se tornado presas de grupos de tráfico. Na quarta-feira, 31, o pai do menino Alan Kurdi lamentou que a situação dos refugiados que tentam atravessar o mar não tenha mudado. ?Depois da morte da minha família, os políticos disseram: ?Nunca mais??, disse Abdullah Kurdi, 41, em entrevista ao jornal alemão ?Bild?. Além de Alan, ele perdeu a mulher Rehab, 35, e o filho mais velho Galip, 5, afogados na costa turca depois do naufrágio de sua embarcação. ?Mas o que acontece agora? As mortes continuam e ninguém faz nada?, completou ele, cuja família está enterrada em Kobani, cidade síria próxima da fronteira com a Turquia. ?O horror na Síria tem que terminar. As tragédias do exílio também?, completou. Morando atualmente em Erbil, no Curdistão iraquiano, o pai de Alan e Galip sente que está mais seguro do que antes, mas ?para fazer o quê??, questiona. Ele não lamenta, no entanto, a divulgação da foto do filho mais novo, por considerar que ?uma coisa assim deve ser mostrada para que as pessoas vejam claramente o que acontece?.

Relacionadas