Internacional
Israel mata 11 palestinos ap�s atentado a �nibus em Haifa
Jabalya ? Tropas israelenses mataram pelo menos 11 palestinos, usando, inclusive, disparos de um tanque, ontem, na Faixa de Gaza, após um atentado suicida que deixou 15 vítimas fatais em Israel, na última quarta-feira. Segundo testemunhas, o tanque disparou contra um grupo que tentava debelar um incêndio num edifício comercial do campo de refugiados de Jabalya. A incursão israelense provocou várias horas de tiroteios. O Exército disse não ter informações imediatas sobre o disparo do tanque, que teria decapitado pelo menos um homem. ?É um ato de vingança do governo israelense que custou 11 vidas e feriu 140 pessoas?, afirmou o ministro palestino Saeb Erekat. O hospital Shifa, de Gaza, confirmou esse número. Vários dos mortos são adolescentes que voltavam da escola. Atentado A atentado suicida no ônibus, o primeiro em dois meses, aconteceu em Haifa, uma cidade litorânea. Segundo moradores de Hebron, na Cisjordânia, o autor do ataque foi Imran Salim al Qawasmeh, 21, um militante do Hamas que estava desaparecido havia vários dias. A Autoridade Palestina condenou o atentado. Segundo o governo israelense, junto ao corpo do militante suicida havia uma carta louvando os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. ?O ataque ao World Trade Center foi desejo de Deus, conforme escrito no Corão há 1.400 anos?, disse a carta, em árabe, segundo a chancelaria israelense. O general Gadi Shamni, comandante das tropas israelenses em Gaza, afirmou que a nova ação não foi uma vingança pelo atentado de Haifa, e sim uma continuação da operação iniciada há duas semanas contra militantes. Essa operação começou com helicópteros varrendo as ruas com rajadas de metralhadoras, para impedir que atiradores palestinos tomassem posições. Pelo menos duas casas foram demolidas durante a ação. Cerca de 90 mil pessoas vivem no campo de Jabalya, que tem cinco quilômetros quadrados e é considerado um importante reduto dos separatistas palestinos. Em Belém, na Cisjordânia, os soldados mataram um ativista do grupo Jihad que reagiu à voz de prisão.