Internacional
EUA aconselham R�ssia a n�o vetar resolu��o sobre Iraque
Moscou e Washington - O embaixador dos EUA na Rússia, em uma declaração seca publicada ontem, aconselhou o governo russo a pensar duas vezes sobre as conseqüências de vetar, dentro do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), um projeto de resolução que autoriza o uso da força contra o Iraque. E, em um sinal mais claro da deterioração das relações entre os dois países devido à crise no Iraque, uma autoridade importante da área de relações exteriores da Rússia disse que a postura agressiva dos EUA poderia congelar os avanços nos tratados sobre armas nucleares. ?Será grande para a Rússia a diferença entre vetar ou se abster?, declarou o embaixador norte-americano Alexander Vershbow em declarações publicadas pelo jornal ?Izvestia?. ?A Rússia deveria pesar cuidadosamente todas as conseqüências? . ?Guerra inteligente? Com uma enorme força posicionada perto do Iraque, os militares dos Estados Unidos disseram ontem que as armas guiadas por satélite, as informações de inteligência e as comunicações dão agora às forças norte-americanas uma vantagem exorbitante sobre qualquer adversário. Em um encontro com a clara intenção de mandar uma mensagem a Bagdá, um general da Força Aérea disse que muitos potenciais adversários dos EUA não compreendem a força da guerra de alta tecnologia do país e as armas ?inteligentes? controladas por satélites no espaço. ?Quer seja o Iraque ou qualquer inimigo dos Estados Unidos e seus aliados, eu diria a vocês que somos tão dominantes no espaço que tenho dó de um país que se levantar contra nós? disse a repórteres o major-general Franklin Blaisdell. ?Muitos deles, infelizmente, não acho que entendem quão realmente poderosos somos?, acrescentou Blaisdell, diretor da Agência de Operações Espaciais e Integração dos EUA, no Pentágono. Reconsideração O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pediu ontem que Rússia e França ?reconsiderem? sua ameaça de veto a uma segunda resolução na ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o Iraque, acrescentando que os dois países ameaçavam a unidade da ONU. ?Espero que os países que dizem estar dispostos a utilizar seu poder de veto, sejam quais forem as circunstâncias, reconsiderem [sua posição] e se dêem conta de que fazendo isso colocariam em perigo não apenas o desarmamento de Saddam Hussein como também a unidade das Nações Unidas?, declarou Blair, durante sessão semanal de perguntas ao premiê britânico na Câmara dos Comuns, em Londres.