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EUA acusa vice-presidente da Venezuela

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Venezuela ? O vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, qualificou ontem, 14, como uma ?agressão imperialista? a sanção imposta contra ele pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O número 2 do governo de Nicolás Maduro afirmou que continuará a trabalhar no governo para a recuperação da economia. Com El Aissami já são nove figuras governistas venezuelanas, entre altos funcionários, governadores, congressistas e militares da reserva, os alvos de sanções dos EUA nos últimos nove anos por suposto vínculo com o narcotráfico. ?A verdade é invencível e veremos como se desvanecerá esta infame agressão?, afirmou El Aissami em sua conta no Twitter. Na última segunda, autoridades americanas anularam seu visto, confiscaram suas propriedades nos EUA e proibiram que ele realize transações financeiras e comerciais com instituições do país. A ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, rechaçou em nome do governo a sanção e disse que essas ações representam uma ?grotesca mentira? contra uma autoridade ?decente e honesta?. Em comunicado, a ministra afirmou que as sanções contra o vice-presidente carecem da ?mais mínima legalidade internacional? e buscam atentar contra uma figura do governo venezuelano. Visto como uma das figuras mais radicais do governo, El Aissami assumiu a vice-presidência no início do mês passado, após governar durante quatro anos o Estado de Aragua, no centro do país. No fim do mês passado, Maduro delegou ao vice várias de suas atribuições para agilizar o manejo de órgãos públicos e os orçamentos dos ministérios. O Tesouro dos EUA acusou El Aissami, de 42 anos, de facilitar o envio de drogas a partir da Venezuela por meio do controle dos aviões e das rotas aéreas. Algumas das rotas que levariam drogas tinham como destino o México e os EUA. CARTÉIS Tareck El Assami também foi ministro da Justiça durante quatro anos, a partir de 2008, durante a presidência de Hugo Chávez. Na época, ficou conhecido pela luta contra os cartéis venezuelanos. Além dele, outro venezuelano está envolvido no caso: o empresário Lopez Bello, acusado de lavar o dinheiro do tráfico de El Aissami. Treze empresas de Bello, baseadas nos EUA, Reino Unido e Panamá, foram incluídas numa lista negra. Ele também é alvo das sanções e foi proibido de realizar transações comerciais nos EUA, além de ter suas contas congeladas. As sanções contra o vice-presidente prometem complicar ainda mais as relações entre Washington e Caracas.

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