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Guerra no Iraque come�a at� o fim do m�s

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Especialistas da área de defesa esperam que os EUA invadam o Iraque, com o apoio das tropas britânicas, até o final de março, segundo uma pesquisa feita na última semana. Os dez especialistas entrevistados, que trabalham no Reino Unido como consultores de governos, empresas ou da Organização das Nações Unidas (ONU), disseram achar que os norte-americanos e os britânicos não conseguiriam aprovar no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas uma segunda resolução autorizando o uso da força. Quatro dos especialistas disseram que a investida militar começaria esta semana, cinco apostavam na semana do dia 24 de março e um deles considerava possível que ela começasse em qualquer dessas semanas. Nenhum dos entrevistados acha que a guerra possa ser adiada até abril. ?Há muitos soldados lá. E custa bastante caro mantê-los lá. A vontade política se fez presente?, afirmou Daniel Neep, do Royal United Services Institute. Apesar de em declarações recentes os EUA terem dito que poderiam atacar o Iraque sem a ajuda de nenhum outro país, todos os entrevistados disseram que o Reino Unido mobilizaria seus soldados para lutarem ao lado dos norte-americanos em uma invasão. ?Eles estão decididos a atacar, estão quase certos de que atacarão sem uma resolução e estão certos de que o Reino Unido estará ao lado deles?, afirmou Toby Dodge, da Universidade Warwick. Os Estados Unidos e o Reino Unido acusam o Iraque de ter um arsenal de armas químicas e biológicas e de ter fortes relações com grupos terroristas. Bagdá nega as acusações. O eventual ataque norte-americano contra o Iraque deve começar com uma chuva de mísseis de longo alcance Tomahawk, de grande precisão, disparados pela mais poderosa frota naval já reunida na história, segundo especialistas. Em sua estréia, os Tomahawk iniciaram a Guerra do Golfo (1991), que resultou no fim da ocupação iraquiana no Kuait. A ação desses mísseis eliminou qualquer risco para pilotos e aviões nessa fase. Desde então, a Marinha já repetiu a estratégia no começo das campanhas militares norte-americanas na Bósnia, em 1995, e no Afeganistão, em 2001. Cada Tomahawk custa US$ 1,4 milhão e mede 5,5 metros. Ele é disparado por submarinos e outras embarcações. ?Não se trata de definir qual prédio, mas sim qual janela queremos atingir?, disse o tenente Garret Kasper, porta-voz militar da Marinha dos EUA em Barein, a respeito de sua precisão. Na semana passada, o brigadeiro Richard Myers, chefe do Estado-Maior norte-americano, disse que os EUA planejam um ataque ?muito diferente? do que foi visto na Guerra do Golfo, que durou 43 dias. Myers não deu detalhes, mas outras fontes militares afirmam que o plano inclui o lançamento de até 3.000 mísseis e bombas nas primeiras 48 horas da guerra. Isso eliminaria a resistência iraquiana e permitiria, teoricamente, uma rápida ocupação do território. ?Se for o caso de entrar em conflito com o Iraque, o ideal é que seja um conflito curto?, afirmou Myers. ?A melhor maneira para fazer isso seria criar tal choque no sistema de defesa que o regime iraquiano precisaria admitir desde o começo que o fim é inevitável?. Dentro dessa estratégia, os Tomahawks poderiam ser usados contra alvos de grande valor, como centrais de comando, usinas elétricas, fábricas de armas e arsenais militares. Fabricado pela Raytheon, o míssil usa três sistemas de posicionamento para se aproximar dos alvos, comparando o que ?vê? com fotos que carrega na memória. O Tomahawk voa a 880 quilômetros por hora, a uma altura que varia de 30 a cem metros. Por causa de seu reduzido tamanho -20 polegadas de diâmetro e envergadura inferior a três metros ? ele dribla facilmente os radares. /// Frota de 15 navios já está no Mar Vermelho Perto de 15 navios equipados com mísseis receberam ordem de se dirigir do Mediterrâneo para o Mar Vermelho, e se colocarem em posição de ataque ao Iraque, anunciou um funcionário do Departamento da Defesa. A ordem foi aprovada ontem pelo Pentágono e envolve de 10 a 15 navios e submarinos com capacidade para disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk, informou o funcionário. Eles disseram que não há planos agora de levar os porta-aviões USS Theodore Roosevelt ou USS Harry Truman do Mediterrâneo para o Golfo Pérsico, para se juntarem ao USS Abraham Lincoln, USS Kitty Hawk e USS Constellation. A decisão está relacionada à atual negativa da Turquia de permitir às tropas norte-americanas sobrevoarem seu território. Com o deslocamento de destróieres, cruzadores e submarinos para o Mar Vermelho, os mísseis poderiam ser lançados sobre o Iraque, ?com a cooperação da Arábia Saudita?, disse uma das autoridades.

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