Internacional
Egito inicia estado de emerg�ncia
São Paulo, SP ? Parlamento do Egito aprovou ontem o estado de emergência anunciado pelo presidente, Abdelfatah al Sisi, após os brutais atentados contra duas igrejas coptas no norte do país. A medida havia obtido o aval do Conselho de Ministros na segunda. A Câmara aprovou por unanimidade o estabelecimento do estado de emergência por um período de três meses, depois de ouvir o primeiro-ministro, Sherif Ismail, que expôs os motivos pelos quais o governo considera a medida necessária. ?Os ataques terroristas no Egito requerem medidas excepcionais e decisivas para que o Estado possa mobilizar suas forças para fazer frente a estes atos criminosos?, afirmou Ismail. ?A lei de emergência oferecerá às instituições do Estado muita flexibilidade para fazer frente aos inimigos da pátria?, acrescentou. Além disso, o premiê egípcio disse que o governo tem certeza de que há indivíduos ou organizações que contribuem com dinheiro e armas para facilitar estes atentados. 46 MORTOS O estado de emergência entrou em vigor na segunda, após o Executivo expressar seu aval à declaração do mesmo por parte do presidente no domingo, poucas horas depois dos atentados que deixaram 46 mortos e mais de cem feridos. Os ataques tiveram como alvo as catedrais cristãs coptas das cidades de Tanta e Alexandria, e foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Segundo o artigo 154 da Constituição do Egito, ?o presidente do Estado, após consultar o Conselho de Ministros, decreta o estado de emergência, (...) e deve apresentar o anúncio ao Congresso dos Deputados nos sete dias posteriores para que tome uma decisão o respeito?. Por outro lado, o Parlamento aprovou ontem emendas à lei de emergência, que regula a aplicação do estado de exceção. Os deputados votaram a favor de acrescentar dois artigos à lei 162 do ano de 1958, que permitem às autoridades deter suspeitos e revistar suas casas, e que os que representarem algum perigo para a segurança nacional sejam presos pelo período de um mês, renovável a pedido da promotoria. Além disso, o Parlamento aprovou na segunda à noite emendas à Lei de procedimentos criminais e a Lei antiterrorista, que em ambos os casos pretende endurecer as penas e acelerar os trâmites judiciais, e cortar o financiamento do terrorismo.