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Ataque a �nibus deixa 8 mortos nas Filipinas

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Cotabato ? Rebeldes muçulmanos mataram a tiros oito passageiros de um ônibus no sul das Filipinas, na manhã de ontem, informaram militares do Exército filipino. Em um incidente separado no sul do país de maioria católica, uma bomba explodiu do lado de fora de uma igreja católica, ferindo cinco pessoas, de acordo com a polícia. Um porta-voz do exército descartou qualquer relação entre a violência e o ultimato do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que deu 48 horas para o líder do Iraque Saddam Hussein deixar o país ou enfrentar a guerra. Um homem sobreviveu ao ataque da guerrilha Frente Moro de Libertação Islâmica contra o ônibus, na cidade de Talayan, na ilha Mindanao, ao fingir que estava morto. ?Eles disseram para nós sairmos do ônibus, levaram tudo que tínhamos e nos enfileiraram no acostamento. Então, eles abriram fogo?, afirmou Rommel Gamião, estudante de 24 anos, a jornalistas enquanto estava sendo tratado no hospital. ?Não tentei levantar e apenas fiquei deitado?, ressaltou. ?Então, os soldados chegaram e eles foram todos embora?. Sem energia O grupo de cem guerrilheiros também queimou três postes de eletricidade na cidade, interrompendo brevemente o fornecimento de energia, disse o porta-voz do exército, major Julieto Ando. Horas depois, cinco pessoas ficaram feridas quando uma bomba deixada em uma van foi detonada em frente à Catedral da Imaculada Conceição, em Cotabato, também na ilha de Mindanao, informou a polícia. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. O último atentado de guerrilheiros tinha acontecido no dia 4 de março, quando uma poderosa bomba explodiu em um abrigo repleto de pessoas do lado de fora do aeroporto de Davao, a segunda maior cidade das Filipinas, na ilha de Mindanao (sul), matando 19 pessoas e ferindo outras 144 com pedaços de metal e vidro. A presidente do país, Gloria Macapagal Arroyo, condenou os dois ataques como ?atos de terrorismo imprudente que não ficarão impunes?.

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