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Un � motivo de tens�o entre EUA e China

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Em junho, a consultoria geopolítica Eurasia atualizou seu cenário para as relações bilaterais entre EUA e China nos próximos doze meses. A aposta principal, com 60% de chances, continuava a ser de tensão entre as duas potências, especialmente por causa de opiniões conflitantes em relação à Coreia do Norte e ao comércio exterior. No entanto, uma segunda possibilidade havia surgido, a de que as duas maiores economias do mundo pudessem minimizar suas diferenças através de uma relação amistosa entre Trump e Xi, entre outros fatores. ?Após o encontro de Mar-a-Lago, Trump parece ter depositado bastante esperança no poder de sua relação pessoal com Xi?, escreveram analistas da consultoria. Para a Eurasia, ?Trump pode ter calculado que o chinês precisava de algum espaço de manobra antes do 19º Congresso Nacional do PCC?, evento agendado para o segundo semestre de 2017 e que acontece a cada cinco anos. Nele, é especulado que até cinco dos sete membros do Comitê Permanente do Politburo, o principal órgão decisório do país, se aposentem, dando a Xi a chance de consolidar seu poder sobre a máquina estatal. EMBARGOS ?Por causa de seu objetivo de se tornar um ?líder central? e de nomear dirigentes leais nas principais posições do PCC, é possível que Xi decida pressionar a Coreia do Norte com embargos adicionais para evitar, assim, críticas vindas de dentro do partido antes do Congresso Nacional?, afirmou Giulio Pugliese, especialista em Relações Asiáticas também pelo King?s College. Entre as ferramentas à disposição da China, estão a diminuição das importações norte-coreanas e o uso de suas estatais para negar a Pyongyang acesso a produtos como petróleo. ?O controle dos líderes chineses sobre a economia é substancial, e eles já demonstraram ser capazes de agir segundo um cálculo político?, diz Pugliese, lembrando das ações tomadas no passado contra Taiwan, as Filipinas e até a Coreia do Sul. Para Nicola, no entanto, a redução do comércio com a Coreia do Norte não afetaria necessariamente o regime ou seus programas nuclear e de mísseis, como o longo e belicoso histórico do país demonstra. ?A China também poderia impor uma linguagem mais punitiva em relação à Coreia do Norte, mas o país não liga muito para sua reputação internacional?, disse a pesquisadora.

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