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Resist�ncia do v�rus HIV a rem�dios tem alta

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São Paulo, SP ? A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou ontem um relatório em que faz um alerta para o número crescente de resistência do vírus HIV aos medicamentos disponíveis no mercado. Tal resistência, segundo a organização, se desenvolve quando as pessoas não aderem a um plano de tratamento prescrito ? muitas vezes por não ter acesso consistente a ele. O relatório, baseado em pesquisas nacionais realizadas em diferentes países, aponta que em 6 dos 11 países pesquisados na África, na Ásia e na América Latina, mais de 10% das pessoas que iniciaram o tratamento antirretroviral possuíam uma cepa do vírus resistente a alguma das drogas anti-HIV mais comumente utilizadas. São eles: Guatemala, Nicarágua Namíbia, Uganda, Zimbábue e Argentina. BRASIL No Brasil, foram reportados em pesquisas 1.391 casos em que foram registrados resistência do vírus a medicamentos em novos pacientes. Este número, porém, representa menos de 10% dos tratamentos iniciados recentemente no território brasileiro ? outros países como México, Colômbia, Camarões e Myanmar também registraram casos em um índice abaixo de 10% do total dos novos tratamentos. Para a OMS, o crescimento dessas taxas tem o potencial para minar o progresso internacional no tratamento e na prevenção da doença. A organização recomenda, ainda, que, uma vez que o índice de 10% seja atingido, os países revisem, com urgência, seus programas de tratamento. ?A resistência aos medicamentos é um desafio crescente para a saúde global e o desenvolvimento sustentável?, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. ?Precisamos abordar de forma proativa os níveis crescentes de resistência aos medicamentos contra o HIV, se quisermos atingir o objetivo global de acabar com a AIDS até 2030?. Três tipos de resistência foram classificados pela OMS: resistência adquirida quando mutações ocorrem em indivíduos que já recebem os medicamentos; em pessoas que não tem histórico de ingestão de medicamentos do HIV, tendo sido infectadas por versões mais resistentes; em pacientes com exposição prévia aos remédios; em pessoas que receberam Profilaxia Pré-Exposição; e, por fim, em pessoas que reiniciaram o tratamento após interrupção.

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