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‘Constituinte agravar� a economia’

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São Paulo, SP ? O economista Carlos Larrazábal assumiu na semana passada a presidência da Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela (Fedecámaras), a principal entre as que congregam entidades patronais do país, formada por representantes de 14 setores econômicos. Defensora do livre-comércio e dos interesses dos empresários locais, a entidade tem um histórico de oposição ao governo desde a época do ex-presidente Hugo Chávez, que ficou no poder de 1999 até sua morte, em 2013. Agora, no regime de Nicolás Maduro, critica as distorções econômicas e afirma que é necessário haver correções na política para o país superar a grave crise econômica em que se encontra. Para a Larrazábal, em vez de ajudar a resolver o problema, a Assembleia Constituinte que o governo planeja para o dia 30 de julho apenas agravará o quadro. A Agência Estado entrevistou Larrazábal. Confira: Pergunta. Como a Fedecámaras vê a crise na Venezuela e o que sugere para resolvê-la? Larrazábal. Nesta semana, tivemos nossa assembleia anual, na cidade de Maracaibo, com mais de 350 delegados. O tema básico foi analisar um documento das Nações Unidas que estabelece 17 condições básicas para se ter empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe e ver quais são as lacunas que temos. Obviamente, essas lacunas são imensas e abarcam temas da estabilidade macroeconômica, da segurança jurídica, da eficiência dos setores públicos, do sistema educacional, de dar mais possibilidades às pessoas, de programas sociais etc. Mas o que vemos com suma preocupação, com a grave crise que está vivendo a Venezuela, é que o governo não percebe que a causa fundamental para ela é o modelo do socialismo do século 21, ou como se chama aqui, o Plano da Pátria, que restringe as liberdades econômicas e sociais de toda a população. Em vez de limitar isso e entender que esse modelo tem sido um fracasso em todas as partes do mundo em que foi implantado, o governo quer aprofundá-lo por meio de uma nova Constituição. Isso está agravando a crise política e econômica. Com a Assembleia Constituinte, o senhor acredita, portanto, que deve piorar a situação. A Assembleia Constituinte quer transformar em direito constitucional as causas do problema. O que necessitamos é de um modelo econômico que gere confiança, que atraia investimentos, crie empregos. Não que faça o contrário disso.

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