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Familiares ficam comovidos com imagens de prisioneiros

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Washington ? As famílias dos prisioneiros americanos no Iraque ficaram em estado de choque depois de terem visto na internet ou em redes de televisão estrangeiras as imagens dos interrogatórios de seus parentes, que as redes americanas se negaram a divulgar. Anicita Hudson, mãe do prisioneiro Joseph Hudson contou a jornalistas americanos que viu, num canal da televisão filipina, imagens de seu filho. ?Fiquei muito comovida ao ver o interrogatório de meu filho. Gritei e comecei a chorar?, declarou. Joseph Hudson foi filmado pela televisão iraquiana fornecendo sua identidade, ?especialista Joseph Hudson 58565?. ?Obedeço a ordens?, disse para explicar sua presença no Iraque. ?Não queria acreditar até ver as imagens na internet?, declarou à rede de televisão ABC Thomas Hershberger, meio-irmão de outro prisioneiro, o soldado Patrick Miller, 23 anos e pai de duas crianças. Mas, acrescentou, ?tentei manter o otimismo: ao invés de morrer, foi detido. Pelo menos não está mais no campo de batalha com o risco de morrer?. Durante seu interrogatório, visivelmente nervosa, ela disse que pertence a uma unidade de manutenção do Exército americano. ?Sou da 507ª unidade de manutenção, com sede em Fort Bliss, no Texas? (sul), afirma. A rede CNN, no entanto, começou a divulgar ontem trechos de interrogatórios de prisioneiros. ?A CNN decidiu não divulgar as imagens antes de estar segura de que as famílias dos detidos já haviam sido avisadas?, informou a rede. ?O Pentágono pediu que essas entrevistas não fossem divulgadas, mas a CNN decidiu divulgar trechos de vídeo e áudio dos prisioneiros de guerra, porque mostrar a maneira como os prisioneiros são tratados é uma parte importante da cobertura da guerra?, explicou a apresentadora Paula Sahn. Direitos violados Os Estados Unidos e o Iraque podem ter violado a Convenção de Genebra que regulamenta o tratamento de prisioneiros de guerra. A afirmação é da organização Human Rights Watch (HRW). A organização, com sede em Nova Iorque, citou uma norma da Convenção segundo a qual as forças que detiverem prisioneiros devem defender ativamente a honra e o moral desses mesmos prisioneiros de guerra, protegendo-os da ?curiosidade pública?. ?Esta norma (...) parece ter sido violada tanto pelo governo iraquiano como pelo governo dos Estados Unidos?, afirma o comunicado, que cita o Iraque por filmar e entrevistar prisioneiros de guerra americanos, e os americanos por não terem feito o suficiente para evitar que jornalistas filmassem prisioneiros do país árabe. .

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