loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Internacional

Internacional

Tropas de coaliz�o devem chegar hoje a Bagd�

Ouvir
Compartilhar

Bagdá e Londres ? O premier da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse que as forças da coalizão lideradas pelos EUA estavam ontem a cerca de 80 quilômetros de Bagdá e que deverá chegar à capital iraquiana nesta terça-feira. Ele anunciou ataques fulminantes contra o regime de Saddam Hussein em pronunciamento, ontem, no Parlamento britânico. Blair revelou que as forças aliadas chegaram aos arredores da cidade de Karbala e afirmou que esperava confrontos duros pela frente: ?É um pouco adiante de onde encontrarão a divisão de Medina da Guarda Republicana, que estão defendendo a rota para Bagdá. Este será um momento crucial?, disse. Desde o começo da guerra, foi confirmada a morte de 39 por volta das 23h (18h de Brasília) sobre Bagdá. Três horas soldados britânicos e americanos. No domingo, dia tratado como pior da campanha aliada no Iraque até agora, ao menos 10 soldados americanos morreram e 12 foram dados como desaparecidos. Ontem, uma nova série de bombardeios sacudiram à cidade às 18h (13h de Brasília). Grandes explosões atingiram Bagdá na noite de ontem (horário local), fazendo estremecer a cidade enquanto baterias antiaéreas iraquianas disparavam mísseis terra-ar, lançando grandes bolas de fogo no céu, informaram testemunhas. O correspondente da Reuters Nadim Ladki disse ter visto forças iraquianas disparando pelo menos dois mísseis terra-ar quando seis grandes explosões sacudiram a cidade. Três explosões parecem ter atingido o centro de Bagdá, enquanto outras eram ouvidas no sul da capital. O correspondente da Reuters Khaled Yacoub Oweis disse que bolas de fogo também foram vistas subindo ao céu ao sul de Bagdá. Numa mesquita, no centro da capital, alto-falantes começaram a transmitir ?Allahu Akbar? (Deus é o maior) logo depois das explosões, disse Ladki. ?Isso parece ser algo novo?, comentou o correspondente da Reuters. Bagdá tem sido atingida repetidamente por ataques aéreos desde quinta-feira passada (noite de quarta, no Brasil), quando as forças anglo-americanas iniciaram a guerra contra o país com o objetivo de derrubar o presidente Saddam Hussein. A cidade de Mosul, no norte do Iraque, também sofreu novos ataques na noite de segunda-feira, disseram testemunhas na cidade vizinha de Kalak. Os EUA também preparam as primeiras missões aéreas com forças especiais no território curdo ao norte do Iraque. De acordo com o jornal El Pais, quatro aviões teriam aterrissado durante a madrugada do sábado para o domingo na pista de pouso de Bakrajo. Os aparelhos transportariam cerca de 280 soldados norte-americanos especializados em táticas antiguerrilha. Aviões americanos bombardearam ontem posições iraquianas não distantes da linha de demarcação, entre o Curdistão autônomo e o restante do Iraque. Segundo um líder dos peshmergas (combatentes curdos) nesta zona, Osman Kader, os bombardeios tiveram lugar não muito distante de Dibagan, que fica a um quilômetro da linha de demarcação. Uma forte explosão de origem indeterminada foi ouvida perto da base de Jufai, a leste de Manama. /// Plano de guerra dos EUA fracassa no sul do Iraque Bagdá ? O avanço das tropas americanas rumo a Bagdá está deixando atrás um imenso vazio de autoridade em várias localidades e cidades, nas quais as tropas estrangeiras, incapazes de garantir a segurança, contemplam impotentes o aumento dos roubos, crimes ou ajustes de contas entre detratores e adeptos de Saddam Hussein. A promessa do presidente americano George W. Bush de libertar o povo iraquiano não está se traduzindo em fatos na região de Umm Qasr, ao sul do país, onde após a passagem das tropas reina a mais completa insegurança. ?Nenhuma estrada da região é neste momento segura?, informam os chefes de diversas patrulhas britânicas. Segundo os militares, o objetivo da operação é chegar a Bagdá o mais rápido possível, não conquistar cidades. ?Gostaríamos que as localidades que ficam para trás se tornassem mais seguras para todos mas atualmente, não está sendo possível?, admitiu um sargento britânico sem querer revelar sua identidade. A entrada das tropas no Iraque não tem sido tão fácil como se supunha nos planos de guerra feitos em Washington. Quatro dias depois do início da ofensiva terrestre desde o norte do Kuwait, marines americanos continuam lutando contra focos de resistência no sul do país, região considerada em princípio inofensiva. Ao mesmo tempo, as primeiras baixas do lado americano somadas à persistência dos focos de resistência reduziram o moral dos soldados, que achavam que a ofensiva seria curta e fácil. Os jovens e inexperientes marines e soldados americanos encarregados de velar pela segurança nas estradas começaram a ter quase tanto medo como os iraquianos diante de suas precisas bombas. Os rumores e o medo fazem com que os jovens soldados recebam com metralhadora qualquer carro não-identificado que chega a um ponto de controle da estrada que leva de Umm Qasr a Bagdá. Homens leais a Saddam Hussein armados com pistolas e lança-granadas queriam ?matar o maior número possível de jornalistas para conseguir publicidade?, segundo os chefes militares. Foram necessárias sete horas para percorrer 40 km e chegar a um pequeno acampa-mento militar britânico. ?Infeliz-mente não podemos garantir sua segurança?, lamentaram os mili-tares. Os próprios soldados, temendo graves confrontos, abandonaram seus postos de controle nas duas principais saídas e entradas da cidade e se retiraram para o deserto.

Relacionadas