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Sanções contra a Coreia do Norte não param ameaça

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São Paulo, SP ? Diante do mais recente teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, de forma unânime, um novo pacote de sanções contra o país asiático na segunda-feira, 11. Apesar de afetarem a economia de Pyongyang, as penalidades representam uma versão ?light? do que era previsto e não devem ser eficazes contra o regime de Kim Jong-un, de acordo com analistas. A resolução original, encabeçada pela embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, adotava uma linha dura defendida pelo presidente Donald Trump. O congelamento de ativos de Kim Jong-un e o corte total no fornecimento de petróleo ao regime estavam previstos. No entanto, após negociações envolvendo Estados Unidos, China e Rússia, o pacote mais suave foi aprovado. Apesar da versão mais branda, essas foram ?as mais fortes medidas já impostas contra a Coreia do Norte?, diz Haley. QUEDA NA RECEITA A estimativa é de que as medidas reduzam em US$ 1,3 bilhão as receitas de Pyongyang, que tem um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 17 bilhões. A reação da Coreia do Norte foi quase imediata. O embaixador da Coreia do Norte na ONU, Han Tae-song, afirmou que o país rejeita ?categoricamente? a resolução das Nações Unidas, que impõe novas restrições aos programas nuclear e de mísseis de Pyongyang. Para ele, há uma ?intenção malvada? por parte de Washington na aplicação das novas sanções. No entanto, ele garantiu que os EUA irão pagar o ?preço devido? por trabalharem pelas novas penalidades. Embora a Coreia do Norte tivesse respondido, o país tem ignorado a imposição de novas sanções e diz que vai seguir com testes de armas. O embaixador norte-coreano na Rússia, Kim Hyun-jun, disse que o programa nuclear continuará a ser desenvolvido, independentemente das penalidades. Na quinta-feira, o regime de Pyongyang lançou um novo míssil, o segundo a sobrevoar o território do Japão, em resposta às sanções impostas pelo Conselho de Segurança.

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