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T�ticas de guerrilhas s�o usadas para atacar comboios dos EUA

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Nassiriah ? Os comboios de caminhões norte-americanos que levam mantimentos e munição à frente de combate estão se revelando o ponto fraco das forças invasoras. Em um ataque-surpresa, um pequeno grupo de iraquianos, usando táticas de guerrilha, alvejou uma coluna de cerca de 80 veículos que dão apoio às unidades de combate dos marines. Os disparos partiram de um bosque coberto por névoa, à beira da estrada. Os marines se arrastaram para baixo dos veículos, em busca de proteção, enquanto tanques avançavam pela mata à procura dos agressores. ?Não pudermos ver quem estava atirando em nós?, disse o cabo John Grimes, 19, que ficou todo sujo de lama ao se esconder no seu caminhão, sem disparar um só tiro. ?As balas estavam batendo realmente perto, a poucos centímetros de nós?, disse Grimes após o tiroteio, ocorrido ao norte de Nassiriah. Foi o primeiro combate desse pelotão dos marines desde o começo da guerra, na quinta-feira passada. O incidente mostrou que basta um grupo de aproximadamente dez iraquianos munidos com rifles de assalto para interromper a viagem do comboio, que tem escolta de helicópteros, tanques e outros blindados. O confronto durou cerca de meia hora e aparentemente não deixou feridos em nenhum dos lados. Mas a batalha claramente provocou nervosismo nos motoristas do comboio, muitos dos quais nunca haviam passado por essa experiência. A ameaça às linhas de suprimento já havia ficado clara no domingo, quando um comboio do Exército aparentemente se perdeu durante uma batalha e sofreu uma emboscada, também perto de Nassiriah. Alguns soldados foram levados como prisioneiros. A ameaça de emboscadas não preocupa só os marines, cujos veículos pesados avançam lentamente pelo deserto e são visíveis a vários quilômetros de distância. Ela constitui uma dor-de-cabeça também para os estrategistas do Pentágono. /// Ministro iraquiano faz balanço sobre mortos e feridos na guerra Bagdá ? Um balanço divulgado ontem pelo Iraque afirma que há 350 mortos e 3.650 feridos entre a população civil, uma semana após o início dos bombardeios anglo-americanos sobre Bagdá e as principais cidades do país. No entanto, nenhuma fonte independente confirmou esses dados. Anteontem, fontes médicas iraquianas contabilizaram quase mil feridos civis. O ministro iraquiano da Saúde, Umid Medjat Mubarak, afirmou que mais de 350 civis iraquianos morreram no Iraque desde o dia 20 de março. Mubarak acusou as tropas americanas e britânicas de usarem bombas de fragmentação, ?proibidas internacionalmente contra os civis porque provocam um grande número de vítimas?. O ministro acrescentou, durante entrevista coletiva em Bagdá, que ?o número de vítimas civis aproximado em todas as regiões do Iraque desde o início da agressão chega a 4.000?, entre elas 350 morreram. O ministro afirmou ainda que 36 pessoas morreram anteontem durante os ataques anglo-ameri-canos sobre Bagdá, mas não disse se foram vítimas civis, militares ou de ambas as partes. A explosão de dois mísseis num bairro popular de Bagdá deixou pelo menos 15 mortos e 30 feridos, o que provocou a revolta dos moradores locais. Em Basra, segunda maior cidade do Iraque, 500 km ao sudeste da capital, 13 pessoas morreram nas últimas 12 horas, nos bombardeios de vários bairros. Oito pessoas morreram e 44 ficaram feridas num bombardeio da coalizão anglo-americana sobre um conjunto residencial ao sul de Bagdá, declarou o diretor-geral da Defesa Civil iraquiana. O ataque teve como alvo uma área habitada por funcionários de um departamento dependente do ministério do Meio Ambiente, em Yusufiye, 30 km ao sul de Bagdá, declarou o general Hatem Ali Al Jalaf. Seis pessoas morreram e nove ficaram feridas em Najaf, enquanto sete morreram e 47 ficaram feridas em Kerbala, as duas cidades xiitas ao sul de Bagdá, segundo o general Jalaf. O Departamento de Defesa dos EUA identificou dois soldados mortos na emboscada contra um comboio com equipamentos do Exército no domingo, aumentando o número de americanos mortos na guerra no Iraque para 24. O Pentágono disse que sete soldados americanos são considerados oficialmente prisioneiros de guerra, e dez estão desaparecidos. Dos 24 americanos mortos na guerra no Iraque, 19 morreram em combate, enquanto cinco morreram em acidentes ou em outras situação sem violência, afirmaram autoridades dos EUA. Os britânicos têm 22 soldados mortos ou desaparecidos. Autoridades do Departamento de Defesa dos EUA afirmaram que Jamaal Addison, 22, da Geórgia, e Howard Johnson, 21, do Alabama, foram mortos em uma emboscada no dia 23 de março. Outros cinco membros da unidade de manutenção do Exército foram capturados pelos iraquianos e oito estão desaparecidos. /// Iraquianos fogem de Basra Basra ? Mais de 3 mil pessoas deixaram Basra, a segunda maior cidade do Iraque, situada no sul do país, em busca de alimentos, água potável e medicamentos, após mais de uma semana de bombardeios e combates na periferia, sitiada pelas forças da Grã-Bretanha. A TV árabe por satélite Al-Jazira ? um dos poucos veículos de imprensa com uma equipe na cidade ? noticiou intensos bombardeios aéreos ontem contra a cidade e mostrou imagens de pelo menos quatro civis feridos. Os militares britânicos anunciaram ter destruído 14 tanques e 4 veículos de transporte de pessoal que tentaram romper o cerco, em uma rápida batalha. Perto do sul de Basra, as tropas entraram em confronto com uma coluna de tanques iraquianos. As forças iraquianas fizeram hoje pelo menos três tentativas de romper o sítio. ?Nós ficamos diante de alguma oposição firme?, declarou o marechal Brian Burridge no QG de suas forças, no Catar. Mais ao sul, prosseguem os combates em Zubayr, a cidade iraquiana mais próxima da fronteira kuwaitiana. Segundo um comunicado militar lido na TV estatal iraquiana, dois ?soldados inimigos foram mortos? em Zubay - informação não confirmada pelas forças da coalizão liderada pelos EUA. O capitão Al Lockwood afirmou à imprensa que os condutores dos veículos eram soldados, obrigados por membros do governista Partido Baath, a realizar a manobra para abrir uma rota de fuga de Basra. A informação não pôde ser confirmada. Em Londres, o ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, disse terem sido exagerados os informes de que uma coluna de 120 tanques tentava romper o cerco. A informação fora dada por militares britânicos na região do conflito. Um oficial britânico informou que mais de 3 mil pessoas, na grande maioria homens, cruzaram uma ponte na saída de Basra, no sul da cidade, no período da manhã, unindo-se aos mais de 10 mil que haviam partido em dias anteriores.

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