Internacional
Las Vegas vive terror em massacre
Las Vegas, Estados Unidos ? O número de mortes por um ataque na noite de domingo em Las Vegas subiu para 59 ontem, segundo autoridades, com mais de 500 pessoas feridas. O episódio ocorreu quando milhares de pessoas viam um show em um festival de música, no pior ataque a tiros da história moderna dos Estados Unidos. As autoridades informaram que o atirador, Stephen Craig Paddock, de 54 anos, se matou após a ação. A polícia ainda não determinou a motivação do ataque e o FBI descartou que o responsável tenha relação com grupos terroristas internacionais. O porta-voz da Polícia de Las Vegas, Joe Lombardo, atualizou os dados em uma coletiva de imprensa na qual pediu paciência aos familiares porque a identificação das vítimas levará tempo. Ele advertiu, no entanto, que os números ainda podem aumentar. Entre os mortos, há um agente da polícia de Las Vegas que não estava em serviço, além de dois oficiais feridos que estavam trabalhando. Stephen Paddock abriu fogo de seu quarto no 32° andar do hotel Mandala Bay, em Las Vegas, às 22h08 no horário local (2h08, em Brasília), contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistiam a um show na rua. Lombardo explicou que foi descartado qualquer vínculo do atirador com algum grupo terrorista estrangeiro. Horas antes, o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do massacre através de sua agência Amaq, ao dizer que o autor do atentado é ?um soldado do Estado Islâmico?. Uma das revelações de Lombardo foi que o agressor arrombou as janelas do hotel com uma ferramenta similar a um martelo antes de disparar indiscriminadamente contra a multidão, que assistia a um concerto ao ar livre. A polícia concluiu que Paddock introduziu sozinho, sem colaboradores, as 10 armas que estavam no quarto do hotel, onde estava hospedado desde 28 de setembro. O policial confirmou que as autoridades falaram com a namorada do agressor, Marilou Danley, de 62 anos, que se encontra neste momento fora do país. Mesmo sendo considerada suspeita, os agentes acreditam que ela não teve nada que ver com o massacre.