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Erro do Pent�gno deteve marcha aliada rumo a Bagd�, diz general

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Washington e Qatar ? Para o principal responsável pelas operações terrestres do Exército americano no Iraque, a parte mais difícil da Operação Liberdade Iraquiana tem sido esperar pela Batalha de Bagdá. Mas a guerra vai ficar ainda mais dura para o general William S. Wallace, que lutou como soldado no Vietnã. Ele irritou a Casa Branca ao dizer aos jornais Washington Post e New York Times que ?o inimigo que estamos enfrentando é diferente do que enfrentamos nas simulações?, dando a entender que os estrategistas do Pentágono calcularam mal a combatividade das forças iraquianas.O erro, disse ele, deteve a marcha da coalizão anglo-americana rumo a Bagdá. Os comentários de Wallace alimentaram a ira da administração Bush com a cobertura jornalística da guerra, já que a mídia americana vem focando sua cobertura na questão de por que a guerra ainda não acabou. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, recusou-se a dizer se concorda ou não com Wallace. ?As declarações que a Casa Branca vem fazendo sobre o assunto são que as pessoas deveriam estar preparadas para o fato de que isto (a guerra) iria se estender?, disse Fleischer. ?Foi exatamente assim que a Casa Branca explicou o que esperamos. Quando a Casa Branca diz que a guerra pode ser longa, duradoura e perigosa, estamos avisando que um certo número de cenários pode se desenvolver?. Um funcionário da Defesa britânica disse ontem a agência Reuters que as forças lideradas pelos Estados Unidos no Iraque podem cercar a capital em questão de dias, mas carecem de uma força esmagadora necessária para o combate nas ruas de Bagdá. De acordo com a fonte, que não quis se identificar, o ponto-chave é que as forças dos EUA não querem se envolver em confrontos no centro da cidade. ?Basra é o exemplo de como Bagdá será um osso duro de roer?, afirmou. Para tentar reverter esta quadro o governo dos EUA reafirmou ontem que irá mandar um efetivo adicional de 120 mil homens ao Iraque. A operação, que deve ser concluída em abril, é considerada fundamental para garantir segurança às linhas de abastecimentos e combater tropas e milícias atuando dentro das cidades iraquianas. A se julgar pelas declarações do presidente norte-americano, George W. Bush, e do primeiro-ministro inglês, Tony Blair, quarta-feira última, em Campo Davis, os reforços de tropas serão necessários para suportar uma campanha que não tem prazo para terminar. Após se encontrarem nos Estados Unidos, ambos afirmaram que a guerra durará ?o que for necessário? para a derrocada do regime do presidente Saddam Hussein. Os dois países rejeitaram a possibilidade de um acordo de cessar-fogo com o Iraque. /// Rumsfeld acusa a Síria de armar os iraquianos Washington e Damasco ? O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, acusou a Síria de enviar equipamentos militares para as forças iraquianas, o que seria ?um ato hostil? contra os EUA. ?Consideramos tal tráfico um ato hostil e responsabilizamos o governo sírio por tais carregamentos?, afirmou Rumsfeld, numa entrevista no Pentágono. ?Não existe dúvida de que suprimentos ou equipamentos militares ou pessoas estão cruzando a fronteira entre o Iraque e a Síria, complicando imensamente nossa situação?, disse o secretário. Perguntado se os Estados Unidos estavam ameaçando lançar uma ação militar contra a Síria, Rumsfeld respondeu: ?Estou dizendo exatamente o que estou dizendo?. ?Temos informação de que carregamentos de suprimentos militares cruzaram a fronteira da Síria para o Iraque, incluindo equipamentos de visão noturna?, denunciou. ?Esses carregamentos apresentam uma ameaça direta à vida das forças da coalizão?, acrescentou. O presidente sírio, Bashar Assad, tem classificado a ação militar dos EUA como uma ?clara ocupação e uma flagrante agressão contra um Estado membro das Nações Unidas?. A Síria é o único país árabe atualmente fazendo parte do Conselho de Segurança da ONU. Quando perguntado se os carregamentos da Síria eram ?patrocinados pelo Estado?, Rumsfeld recusou-se a responder, porque ?este é um assunto de inteligência?. ?Eles controlam suas fronteiras?, disse. ?Esperávamos que esse tipo de coisa não acontecesse?. A Síria negou as acusações dos EUA, atribuindo-as a uma tentativa norte-americana de encobrir os crimes contra civis que seu Exército vem cometendo no Iraque. Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Síria disse em Damasco que as declarações do secretário dos EUA, são também uma tentativa de ?justificar os erros de seus soldados? no Iraque. ?As declarações de Donald Rumsfeld referentes à transferência de equipamentos militares da Síria para o Iraque são uma tentativa de encobrir os crimes cometidos por seus soldados contra os civis no Iraque, que constituem uma violação do direito internacional?, disse o diplomata, citado pela Agência de Notícias Árabe Síria. ?Depois da idéia de uma vitória norte-americana rápida e limpa, Rumsfeld tenta agora justificar o fracasso de seus soldados acusando outras partes de traficarem equipamentos para o Iraque?, disse o funcionário.

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