Internacional
Volunt�rios suicidas deixam o L�bano para lutar pelo Iraque
Beirute ? Dezenas de voluntários deixaram Beirute, ontem, para pegar em armas no Iraque, prometendo lutar até a morte para expulsar as forças norte-americanas e britânicas da terra árabe, disseram testemunhas. Os combatentes, a maioria jovens libaneses, se disseram motivados pelas dramáticas imagens dos ataques contra civis iraquianos nos últimos dias. Eles viajam de ônibus, através da Síria. ?Vamos combater os norte-americanos, os britânicos e os sionistas judeus que querem tomar nossa terra (terra árabe e muçulmana)?, disse o comerciante Nourredine Al Sayyed, 24. ?Isso não será tolerado, exceto sobre nossos cadáveres?, prosseguiu. ?Vamos lá para morrer. Sabemos que não voltaremos?, disse Sayyed, que tem três filhos. Os Estados Unidos já adverti-ram a Síria, que exerce grande influência político-militar sobre o Líbano, que não interfira no conflito no vizinho Iraque. Bagdá disse no domingo que já há no Iraque mais de 4.000 árabes dispostos ao ?martírio?. O grupo palestino Jihad Islâmica, que tem sede em Damasco, já anunciou o envio de militantes suicidas a Bagdá. Usando uma bandana com a frase ?estamos chegando, Deus é grande?, Zafer Al Rafai, que também embarcou ontem, disse que seus pais não estão sabendo de sua viagem. ?Quando eu chegar lá vou pegar uma arma e lutar direto. Não vamos brincar?, disse Zafer, um trabalhador braçal. Novos Bin Ladens O presidente egípcio, Hosni Mubarak, afirmou ontem que a guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque vai produzir ?cem novos Bin Ladens?, ao lançar mais muçulmanos à militância contra o Ocidente. ?Quando acabar, se acabar, esta guerra terá consequências terríveis?, disse Mubarak a soldados egípcios na cidade de Suez. ?Ao invés de ter um (Osama) Bin Laden, teremos cem Bin Ladens?, declarou. Bin Laden é o militante de origem saudita acusado pelos Estados Unidos pelos ataques de 11 de setembro de 2001, que deixaram quase quatro mil mortos, tragédia afetou a economia e insegurança no mundo inteiro. O Egito, como a maioria dos países árabes, se opõe publicamente à guerra contra o Iraque.