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Sacudida por novas bombas, Bagd� promete “holocausto”

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Bagdá ? Apesar de sofrerem mais um dia de bombardeios intensos em Bagdá, autoridades iraquianas tentaram adotar o tom de vitória nas suas declarações, divulgando supostas vitórias militares e fazendo novas ameaças aos EUA e ao Reino Unido. A coalizão anglo-americana foi acusada de matar civis e de atingir propositalmente armazéns de comida e estações de abastecimento de água. Ministros foram usados para fazer as declarações, como tem sido costume desde o início da guerra. O ditador iraquiano, Saddam Hussein, apareceu em imagens de TV durante reunião com seus filhos Uday e Qusay, ao lado de outros membros do gabinete. Não foi possível determinar quando as imagens foram gravadas. Para o vice-premiê iraquiano, Tariq Aziz, a ?a guerra está construída em mentiras. Os EUA e o Reino Unido acharam que seria fácil. Mas agora enfrentam problemas?. Aziz é único cristão no alto escalão iraquiano. O Iraque prepara um ?holocausto? para os soldados da coalizão anglo-americana que atacam o país, disse o chanceler Naji Sabri. ?A cada dia que passa, os EUA e o Reino Unido estão se afundando na lama da derrota?, disse. A entrevista coletiva do chanceler iraquiano, que aconteceu no Ministério da Informação, teve de ser interrompida devido a mais uma onda de bombardeios contra Bagdá. O prédio foi atingido. As forças militares da coalizão, de acordo com Sabri, ?são colonizadoras e buscam desmantelar o Iraque?. Mas, afirmou o ministro, ?mais de 5.000 voluntários chegaram de todos os países árabes para combatê-los?. Declaração similar foi feita por outras autoridades iraquianas no fim de semana. Esses combatentes, vindos de outros países árabes ou islâmicos, estariam dispostos a cometer ataques suicidas contra as tropas invasoras. A TV iraquiana mostrou ontem um grupo de homens que seria parte do contingente de 5.000 voluntários de outros países dispostos a cometer atentados suicidas contra tropas americanas e britânicas para defender o Iraque. As cenas foram exibidas após a rede de TV estatal do Iraque ficar algumas horas fora do ar devido aos ataques. Mortos O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Saeed al-Sahaf, espécie de porta-voz do governo, afirmou que, nas últimas 36 horas, 43 americanos e britânicos foram mortos em combate.

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