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EUA denunciam grupos de exterm�nio no Brasil

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Washington ? O Departamento de Estado dos EUA divulgou ontem seu relatório anual sobre violações de direitos humanos e acusou o Brasil de desrespeito em várias áreas. As polícias Militar e Civil e as autoridades penitenciárias do país receberam as maiores críticas. O sistema judiciário é visto como ?ineficiente e sujeito a influências econômicas?. O documento, divulgado pelo secretário Colin Powell, cita dezenas de casos de 2002. O foco da abertura são ?execuções sumárias extrajudiciais cometidas por autoridades policiais uniformizadas, civis e militares, que preenchem prontuários falsos alegando reação das vítimas?. O relatório acusa policiais de manter grupos de extermínio, de realizar sequestros e de comandar a ação de traficantes. Nesse e em outros capítulos, o documento assinala que há ?preconceito e desrespeito?, principalmente, aos direitos humanos de negros no Brasil. O Departamento de Estado americano considera que os ?registros policiais no Brasil são pobres? e que há numerosos casos de prisões arbitrárias, abusos e tortura em dependências policiais. O relatório critica a falta de ?investigação, julgamento e punição? de policiais suspeitos ou envolvidos nesses casos. As condições das prisões são vistas como ?extremas?. O relatório trata o Poder Judiciário como ?ineficiente?, ?pobremente treinado? e ?influenciável pelo poder econômico?. Afirma que boa parte dos problemas decorre da falta de recursos. O documento cita ainda a violência contra mulheres. Diz que estupros e tráfico de adolescentes e pessoas do sexo feminino para fins de prostituição constituem um ?problema sério? e que as ocorrências ?são normalmente subnotificadas?. Este mesmo termo é empregado nos casos de trabalho escravo e infantil no Brasil. Na introdução do relatório, Colin Powell diz que os Estados Unidos, em guerra contra o Iraque, são ?um líder e um parceiro em um mundo que marcha em direção à democracia e ao respeito aos direitos humanos?.

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