loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Internacional

Internacional

Povo desafia governo em Honduras

Ouvir
Compartilhar

São Paulo, SP ? Com protestos e panelaços, milhares de pessoas desafiaram ontem o estado de sítio decretado em Honduras, ante as denúncias de fraude nas eleições realizadas há 9 dias e a incerteza sobre quem será o próximo presidente do país. Com 99,98% das cédulas apuradas, o presidente Juan Orlando Hernández, de 49 anos, aparece à frente com 42,98% dos votos, enquanto Salvador Nasralla, de 64 anos, obtem 41,39%, segundo os resultados divulgados pelo TSE, que não fez uma declaração oficial designando um ganhador. Nasralla, um popular apresentador de televisão, destacou que não pode ?aceitar nunca? os resultados divulgados pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) e solicitou a revisão das 5.173 cédulas nas quais, segundo ele, houve ?fraude?. Os resultados ?não são oficiais nem definitivos?, disse ele na segunda-feira à AFP. O governo decretou na última sexta-feira estado de sítio e toque de recolher noturno para controlar os protestos que deixaram três mortos (uma jovem de 19 anos e dois policiais) e em que vários negócios foram roubados. Em diferentes partes do país, milhares de pessoas protestaram levantando barricadas e batendo panelas, informa a agência France Presse. POLICIAIS CANSADOS Alguns policiais abandonaram seus postos e se uniram a manifestações quase carnavalescas que irromperam na cidade horas depois de anoitecer e do toque de recolher supostamente ter entrado em vigor. Os policiais foram recebidos com aclamações e aplausos. Um comunicado emitido em nome da Polícia Nacional disse que os agentes estão contrariados com o governo devido a uma crise política que não é de sua responsabilidade. ?A verdade é que não queremos continuar brigando com o povo?, afirmou à AFP um oficial que cobria o seu rosto com uma touca ninja em frente à sede do grupo especial antimotins ?Cobra?, no norte da capital. ?O que exigimos é que haja paz, que resolvam este problema e que não haja mais morte?, acrescentou.

Relacionadas