Internacional
EUA decretam fim da neutralidade na web e ajudam grandes firmas
Washington, EUA ? A agência que regula telecomunicações nos Estados Unidos decidiu ontem acabar com o princípio da neutralidade na internet, que até agora obrigou os provedores a garantirem acesso igualitário dos usuários a todo o conteúdo oferecido on-line de maneira legal. A regra impedia provedores de dar prioridade ou de excluir determinados produtos de seus serviços ou de cobrar preços diferenciados de acordo com a velocidade de acesso. Criticada por empresas de tecnologia e grupos de defesa dos consumidores, a decisão promete mudar de maneira radical a maneira como a internet funciona. Os grandes beneficiários da medida são as empresas de telefonia e TV a cabo que oferecem os serviços de conexão on-line. A neutralidade da internet havia sido aprovada em 2015 pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), a agência do governo americano que regula o setor. A proposta para rejeitá-la foi apresentada por Ajit Pai, novo dirigente do órgão nomeado pelo presidente americano, Donald Trump. O texto foi aprovado com o voto de três dos cinco comissários que são ligados ao Partido Republicano. O governo sustenta que a regulamentação da internet, adotada em 2015 sob o governo Barack Obama, reduziu investimentos e inovação, ao restringir a ação de leis de mercado no setor. ?Desde então, investimentos em banda larga caíram por dois anos seguidos, na primeira vez em que isso aconteceu fora de uma recessão na era da internet?, diz a proposta.