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Bombardeio em maternidade deixa 33 mortos e 310 feridos

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Bagdá ? Aviões de guerra dos EUA bombardearam ontem uma maternidade do Crescente Vermelho (equivalente islâmico da Cruz Vermelha) em Bagdá, um prédio comercial e outros edifícios civis, deixando ao menos 25 pessoas feridas, disseram fontes do hospital e uma correspondente da agência de notícias Reuters. Os EUA disseram que estão investigando o episódio, enquanto o governo do Iraque ainda não divulgou qualquer nota sobre o bombardeio. Os ataques aconteceram às 9h30m (15h30m horário de Brasília), pegando de surpresa civis e motoristas nas ruas da capital durante um intervalo entre os bombardeios. Pelo menos cinco carros foram destruídos e motoristas morreram queimados dentro dos veículos, afirmou a jornalista Samia Nakhoul. No hospital do Crescente Vermelho, ao menos três médicos e enfermeiras, além de alguns pacientes, ficaram feridos. Os mísseis americanos destruíram parcialmente um prédio comercial próximo a um escritório de segurança do governo, que aparentemente não foi atingido pelas bombas. ?Houve ataques aéreos. Cerca de 25 pessoas que trabalham e vivem na área ficaram feridas. Três dos nossos funcionários foram feridos no ataque ao hospital?, disse o representante do Vermelho Crescente em Bagdá, Abdel-Hameed Salim. ?O Comando Central dos EUA está investigando uma alegação de que um avião da coalizão bombardeou um hospital-maternidade do Vermelho Crescente em Bagdá?, disse o comunicado. ?As forças de coalizão atacam somente alvos militares legítimos e se esforçam para evitar danos e vítimas civis?, destaca a nota. Horror O porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Bagdá, Roland Huguen-Benjamin, classificou de ?horror? os bombardeios que a coalizão anglo-americana realizou em Hilla (80 km ao sul de Bagdá). ?Nossa equipe, de quatro pessoas, dirigiu-se ao hospital de Hilla, ao sul de Bagdá. O que ela viu lá é um horror. ?Trata-se de mulheres e crianças. Todos são civis. As vítimas são agricultores e suas famílias, que estavam em suas terras ou em suas casas?, acrescentou. Segundo o diretor do hospital de Hilla, Murtada Abbas, 33 civis, entre eles várias crianças, morreram e 310 pessoas ficaram feridas por causa dos bombardeios. Huguen-Benjamin ressaltou que parte das bombas lançadas pelos aviões da coalizão atingiu o bairro residencial de Nader, na periferia de Hilla.

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