Internacional
Catalunha permanece com situação política indefinida
Barcelona ? Após as eleições do dia 21 de dezembro, o cenário político na Catalunha não ficou resolvido. De um lado está o partido Ciudadanos, que é contra o independentismo e foi o mais votado. E do outro, os partidos separatistas Juntos pela Catalunha (JuntsXCat), Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e Candidatura de Unidade Popular (CUP), que conquistaram maioria no Parlamento catalão e terão direito a indicar o novo presidente. Ontem, membros do Ciudadanos solicitaram o direito de ocupar a presidência do Parlamento, uma vez que foram os mais votados e conquistaram, sozinhos, 37 dos 135 assentos da Casa. No entanto, três partidos separatistas conseguiram conquistar maioria, com a soma dos 34 assentos do JuntsXCat, 32 assentos da ERC e quatro da CUP e têm o direito a indicar o novo presidente. Carles Puigdemont, o ex-presidente da comunidade autônoma da Catalunha que foi destituído pelo governo espanhol após a tentativa de independência, pode ser o indicado para reassumir o cargo. No entanto, ele refugiou-se em Bruxelas no dia 1º de novembro e, apesar de afirmar que voltaria à Espanha para assumir o cargo, ainda não o fez. Caso volte à Espanha, deve ser detido, pois há vigente no país um pedido de prisão contra ele. O Ciudadanos defende que os separatistas não conseguirão formar governo por uma ?questão de aritmética? e afirmam que o mais democrático seria que o presidente fosse do próprio partido. A segunda opção dos separatistas, a princípio, seria Oriol Junqueras, líder do ERC, que conquistou o terceiro lugar em número de assentos. Mas Junqueras está preso preventivamente e aguarda julgamento pelos crimes de insurreição e rebelião, entre outros.