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Jornalista dos EUA morre na guerra

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Nova Iorque ? Michael Kelly, 46 anos, tornou-se o primeiro jornalista ?embutido? na cobertura montada pelo Pentágono a morrer na guerra. Colunista do jornal ?Washington Post? e editor da revista ?Atlantic Monthly?, Kelly é também o primeiro jornalista americano morto no Iraque, o quarto desde o início do conflito. O número já é igual ao da primeira Guerra do Golfo, em 1991. Antes de Kelly, morreram um câmera australiano, um câmera da rede BBC e um repórter de uma televisão britânica. Há ainda dois jornalistas desaparecidos. Nenhum deles, porém, fazia parte do programa, inédito, criado pelo Departamento de Defesa dos EUA para agrupar jornalistas às tropas e navios que participam da guerra. Há cerca de 600 profissionais cobrindo o conflito como participantes de agrupamentos das forças americanas. Kelly, que estava com a 3ª Divisão da Infantaria do Exército americano, morreu quinta-feira à noite em um acidente com o jipe em que estava. Um soldado americano também morreu junto com Kelly, segundo divulgou o Departamento de Defesa dos EUA, que não forneceu mais detalhes sobre o episódio. Militares americanos afirmaram acreditar que se tratou mesmo de um acidente e que não houve combate. Kelly havia trabalhado na primeira Guerra do Golfo. Em entrevista à rede ABC, no mês passado, ele disse que não via grande ameaça em estar no Iraque. ?Há algum perigo, mas você está rodeado por um Exército, literalmente, que vai fazer o possível para mantê-lo fora de perigo.?

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