Internacional
Milhares de iraquianos tentam deixar a capital
Bagdá ? Centenas de pessoas amontoadas em ônibus, caminhões e caminhonetes deixavam Bagdáa, ontem, enquanto o sistema hospitalar da cidade entrava em colapso e equipes de resgate, familiares e voluntários buscavam corpos nos escombros de uma área residencial atingida por bombardeios da coalizão anglo-americana. Um correspondente do diário britânico ?The Independent? descreveu a situação de Bagdá como similar à de Nassiriah e a de outras cidades em que o regime não exerce mais controle: o que se via era sucessão de invasões a prédios do governo. Nas estradas ao redor da capital alinhavam-se, destruídos, velhos tanques russos pertencentes ao Exército iraquiano. ?Creio que é correto dizer que estamos começando a parte final do jogo no que se refere à tomada de Bagdá?, disse o coronel dos marines John Pomfret. ?Estamos aqui. Mas a questão é: o que iremos fazer? Como vamos restaurar a ordem?, indagava o oficial. Para mais um caso de bombardeio em área civil, os norte-americanos utilizaram o argumento de que o alvo não eram as casas, mas um local em que, segundo ?fontes da inteligência?, Saddam Hussein e seus dois filhos, Uday e Qusay, manteriam encontro com membros do comando iraquiano, na noite de segunda-feira. Fora por isso, disseram os americanos, que bombardearam a área do restaurante Al Saa?a, no bairro de Al Mansur.