Internacional
Ministro reconhece avan�o dos EUA, mas nega derrota do Iraque
Bagdá ? O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Said al Sahaf, admitiu ontem pela primeira vez que os EUA foram bem-sucedidos em seus ataques, ao conseguirem atingir o Ministério da Informação e as estações de rádio e de TV do regime do ditador iraquiano, Saddam Hussein. Porém o ministro, que tem servido de porta-voz do regime, insistiu que mesmo essas conquistas não representam uma vitória da coalizão anglo-americana. Sahaf afirmou que a presença dos tanques americanos no centro de Bagdá tampouco significam que as forças dos EUA estejam ocupando a área. Na avaliação do ministro iraquiano, tudo faz parte da estratégia militar das Forças Armadas do Iraque. No entanto admitir a presença dos tanques foi um avanço em relação ao dia anterior, quando ele negou que os americanos estivessem em Bagdá, apesar das imagens de redes de TV de todo o mundo dizerem o contrário. ?As forças americanas serão derrotadas e destruídas por nossos tanques?, disse o ministro, que concedeu a entrevista no hotel Palestine, onde morreram três jornalistas. Desde anteontem, ele adotou o local para dar entrevistas, já que o Ministério da Informação está semidestruído. ?Eles irão se render ou então serão incendiados nos seus tanques?, acrescentou. ?Nós nunca iremos nos render.? Paradeiro de Saddam O bombardeio de um prédio num bairro chique da capital iraquiana deixou os todo o mundo com a respiração suspensa. Afinal, o presidente iraquiano Saddam Hussein está vivo ou morto? Quatro bombas guiadas por satélite foram lançadas sobre o bairro de Mansur, onde Saddam apareceu passeando na sexta-feira, segundo imagens da TV estatal. Em visita à Irlanda do Norte, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse não saber se Saddam sobreviveu ao ataque. ?A única coisa que eu sei é que ele está perdendo poder?. Os militares norte-americanos disseram anteontem que atingiram um prédio em que Saddam poderia estar reunido com assessores, mas disseram que é impossível determinar quem realmente estava dentro dele. Mas Al Lockwood, porta-voz das tropas britânicas, foi mais otimista.