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Ataques em Bagd� matam tr�s jornalistas

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Bagdá ? Pelo menos três jornalistas morreram ontem em dois ataques das tropas norte-americanas em Bagdá. Um profissional ucraniano e um espanhol morreram quando, aparentemente, um míssil atingiu o 15º andar do hotel Palestina, onde está hospedada a imprensa internacional em Bagdá. Já um jornalista da Al-Jazira foi vítima do bombardeio do prédio desta emissora na capital iraquiana. A agência de notícias britânica Reuters confirmou que um de seus cinegrafistas de televisão, o ucraniano Taras Protsyuk, de 35 anos, morreu depois do ataque assumido pelos militares norte-americanos. O canal de televisão Telecinco tam-bém emitiu nota lamentando a morte do câmera espanhol José Couso, que estava filmando no 14º andar no momento do impacto, no mesmo incidente. Entre os feridos estão outros três jornalistas da Reuters ? um repórter, um fotógrafo e um técnico de TV ? que foram levados para o hospital. Ainda não se sabe a gravidade dos ferimentos que sofreram.O disparo atingiu o quarto 1503, onde estava hospedada uma equipe de televisão da agência de notícias Reuters. A explosão destruiu os vidros e a parede do quarto e fez tremer todo o edifício. No corredor do 15º andar havia manchas de sangue no chão. Pânico e correria Tomados pelo pânico, os jornalistas começaram a correr pelos corredores e a descer as escadas em um ambiente de grande nervosismo até chegarem na rua. No Palestina está também o centro de Imprensa, levado a esse hotel depois que o ministério de Informação iraquiana foi destruído pela aviação anglo-americana. Horas depois do ataque de um comandante americano admitiu que um tanque dos EUA disparou uma única vez contra o Hotel Palestina. ?O tanque foi alvo de disparos de foguete RPG e de armas de pequeno calibre procedentes do hotel. E respondeu uma única vez. Depois não houve mais tiros?, declarou o general Buford Blount, comandante da 3ª Divisão de Infantaria. A sucursal da Al-Jazira, que fica num prédio perto do hotel Mansour, não muito distante do Ministério da Informação, no centro da cidade, foi alvo de bombardeios norte-americanos pela manhã. Um cinegrafista morreu e um correspondente está desaparecido. O canal de televisão do Qatar mostrou imagens do cinegrafista sendo socorrido por um carro da Abu Dhabi TV, dos Emirados Árabes Unidos. Tarek Ayub morreu pouco depois, e outro profissional do canal Zuheir Al-Iraqi foi atingido no pescoço por estilhaço que voraram durante o ataque, indicou o canal. Investigação O Comitê para a Proteção dos Jornalistas escreveu uma carta ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, exigindo uma investigação sobre a morte de três jornalistas no Iraque, informou a organização. O ataque militar americano a locais onde trabalham jornalistas em Bagdá ?viola as Convenções de Genebra?, afirma o Comitê (CPJ, na sigla em inglês) na carta que pede uma ?investigação imediata e profunda de tais incidentes? e a divulgação dos resultados. O CPJ, com sede em Nova Iorque, também exige a adoção de medidas para garantir que não se repitam no futuro ataques similares e que os jornalistas que cobrem a guerra recebam a proteção prevista na lei humanitária internacional. A denúncia de CPJ se soma à de outras organizações de imprensa depois de ser anunciada a morte do cinegrafista da emissora de TV espanhola Telecinco José Couso, de um funcionário da agência Reuters, o ucraniano Taras Protsyuk, e do correspondente da TV Al-Jazira, o jordaniano Tarak Ayub. Cerca de cem jornalistas continuam trabalhando em Bagdá a partir dos hotéis Palestina e Sheraton, lembra a carta na qual a CPJ ressalta que os militares americanos têm obrigação de evitar atingi-los durante suas operações.

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